A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS) divulgou recentemente os dados sobre a violência contra a mulher, com base na Lei Maria da Penha, registrados nos municípios gaúchos durante o primeiro trimestre de 2025. Apesar do aumento das ocorrências em nível estadual, a Região Celeiro apresentou uma das quedas mais expressivas no comparativo com o mesmo período de 2024.
De acordo com o balanço, o número de delitos na região caiu de 230 casos no primeiro trimestre de 2024 para 197 no mesmo período deste ano, o que representa uma redução de 16,7%. Trata-se de um índice surpreendente, especialmente diante do contexto estadual de alta nas ocorrências, e também significativo para a própria região, que não registrava uma queda tão relevante desde 2023.
Entre os destaques do levantamento referente ao primeiro trimestre de 2025, estão:
- Tentativas de feminicídio e estupros: Nenhuma tentativa de feminicídio, seja consumado ou tentado, foi registrada. Em relação aos estupros, houve cinco casos confirmados.
- Ameaças e lesão corporal: As ameaças lideram as ocorrências, com 132 registros, seguidas por 60 casos de lesão corporal.
- Municípios com maior número de casos: Tenente Portela registrou o maior volume de ocorrências, com 32 casos, dos quais 28 foram de ameaça.
- Taxa de criminalidade proporcional: Miraguaí apresentou a maior taxa de criminalidade contra mulheres, com 7,21 casos por mil habitantes, seguido por Braga (6,15) e Tenente Portela (4,29).
A metodologia de cálculo da taxa de criminalidade leva em consideração a proporção de casos a cada 100 mil habitantes. No entanto, em razão das populações menores da Região Celeiro, o índice é adaptado para mil habitantes, proporcionando uma análise mais precisa e representativa.
Embora os dados apontem para uma tendência de queda nos índices de violência contra a mulher na Região Celeiro, o cenário em municípios como Miraguaí e Braga exige atenção redobrada. A situação demanda ações urgentes e integradas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência de gênero.
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Fonte: Observador Regional

























