Nesta quarta-feira, 03 de dezembro, agentes da Polícia Federal (PF) cumpriram a ordem expedida pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e começaram a operação de busca e apreensão e recolhimento de documentos relacionados a investigações ordenadas pela 13ª Vara Federal de Curitiba.
A medida, de acordo com algumas fontes ouvidas pela Revista Fórum, pode ter efeitos “devastadores” para o senador e ex-juiz da Lava Jato,Sérgio Moro – União Brasil-PR, ex-ministro de Justiça de Jair Bolsonaro (PL), figura central na engrenagem do lawfare que levou à prisão de Lula por 580 dias na sede da Polícia Federal em Curitiba.
Há no Supremo inquérito aberto no começo de 2024 para analisar as denúncias feitas pelo ex-deputado estadual pelo Paraná Tony Garcia contra Moro. Segundo um dos relatos do ex-parlamentar, ele teria sido coagido a realizar gravações ilícitas contra autoridades durante investigações desde o caso Banestado, em meados de 2004. Os supostos serviços irregulares de Garcia teriam como objetivo conseguir um acordo de delação premiada.
Segundo Tony Garcia, o ex-juiz Sérgio Moro teria ordenado gravações ilegais de autoridades em 2004 como parte de um acordo de colaboração premiada. Entre os alvos estariam o então governador do Paraná, Beto Richa, e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ex-parlamentar afirmou ainda que há documentos na 13ª Vara que comprovariam suas declarações.
O caso corre sob sigilo judicial. As diligências devem incluir a coleta e o exame de documentos físicos e digitais de processos conduzidos pela vara, epicentro da Operação Lava Jato por mais de uma década.
Silvio Brasil/Lupa Noticias com informações da Veja, Carta Capital e Uol.
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