Uma mulher foi morta a tiros na madrugada deste sábado (14), em Cacequi. A vítima foi identificada como Cássia Girardi do Nascimento. O principal suspeito do crime é o ex-namorado, que está foragido.
De acordo com o delegado Adriano Linhares, Cássia havia procurado a polícia poucas horas antes do homicídio. Na tarde de sexta-feira (13), ela registrou ocorrência por violência doméstica contra o suspeito. A partir do relato, as providências legais foram adotadas: o homem foi intimado, o Ministério Público se manifestou e o Judiciário determinou medida protetiva de urgência.
Segundo o delegado, todas as medidas cabíveis dentro do contexto apresentado foram tomadas. Mesmo após ser formalmente cientificado da decisão judicial, o suspeito teria decidido cometer o crime ainda naquela noite. Já na madrugada de sábado, Cássia foi atingida por diversos disparos, possivelmente efetuados com uma espingarda calibre 12.
A vítima deixa um filho pequeno, além de familiares e amigos. A Polícia Civil realiza diligências para localizar o suspeito e esclarecer as circunstâncias do crime. A participação de outras pessoas não está descartada e será apurada durante a investigação.
Se confirmado como feminicídio, este poderá ser o 15º caso registrado no Rio Grande do Sul em 2026, conforme dados preliminares.
Nota oficial
Em nota, a Prefeitura de Cacequi, por meio do prefeito municipal em exercício, Edson Fragoso, manifestou pesar pela morte de Cássia Nascimento. O comunicado expressa solidariedade à família e reforça o compromisso do município com a defesa da vida, do respeito e da dignidade das mulheres.
A nota também destaca que a violência contra a mulher continua sendo uma realidade preocupante no país. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que cerca de 1.400 mulheres são vítimas de feminicídio todos os anos no Brasil, números que evidenciam a necessidade de ações permanentes de conscientização e enfrentamento à violência de gênero.
O caso segue sob investigação, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das apurações.
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Texto Jornal Sentinela / Fonte NP Expresso























