A retirada de um funcionário que auxiliava no controle de acesso da EMEI Raio de Luz Vó Vanda, em Miraguaí, provocou indignação entre pais de alunos e acendeu um alerta sobre a segurança no ambiente escolar. A decisão, considerada repentina, gerou uma onda de questionamentos à administração municipal, especialmente pela falta de comunicação prévia e de esclarecimentos à comunidade.
Segundo relatos de responsáveis, o servidor — embora não contratado especificamente como vigilante — exercia papel essencial na organização da entrada e saída de pessoas na creche, contribuindo diretamente para a proteção das crianças e para a tranquilidade das famílias. A mudança, no entanto, teria ocorrido sem qualquer aviso formal, surpreendendo até mesmo a direção da escola.
A diretora, Sandra Barbosa Dias, afirmou que não foi informada oficialmente sobre a retirada do profissional, tomando conhecimento apenas após o próprio servidor comunicar que havia sido orientado a retornar ao setor de origem, vinculado aos serviços urbanos.
A condução do caso gerou críticas contundentes. Pais apontam falta de planejamento e diálogo por parte do poder público, destacando que decisões envolvendo a segurança de crianças exigem cautela e transparência. A ausência de informações claras intensificou a apreensão e aumentou a cobrança por providências imediatas.
Prefeito se manifesta e apresenta contraponto
Diante da repercussão negativa, o prefeito Leonir Hartk (Neco) se pronunciou e apresentou um contraponto às críticas. Em contato com uma emissora de rádio, o chefe do Executivo afirmou que a movimentação do servidor fez parte de uma reorganização interna de pessoal, negando que tenha havido intenção de comprometer a segurança da creche.
Ainda segundo o prefeito, a administração está atenta às demandas da comunidade e reconhece a importância do controle de acesso na unidade escolar. Como resposta à mobilização dos pais, Neco garantiu que o funcionário retornará às atividades na creche já na próxima segunda-feira, retomando o apoio na organização e segurança do local.
Apesar do anúncio, parte da comunidade segue cautelosa e cobra medidas mais estruturais, que garantam segurança permanente nas escolas, evitando que situações semelhantes voltem a ocorrer.
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Com informações da Rádio Lider























