Polícia Civil de Cruz Alta realiza ação para sequestro de bens de líder de organização criminosa no âmbito da Operação REMAP

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A Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) de Cruz Alta, deflagrou nova fase de ações decorrentes da Operação REMAP, voltada ao combate ao tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de capitais na região, a ação contou com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina e delegacias da 5ª Região Policial/Cruz Alta.
As medidas cumpridas nesta etapa da investigação têm como objetivo o sequestro de bens vinculados ao líder do grupo criminoso, identificado ao longo das apurações como responsável pela estrutura e coordenação das atividades ilícitas.
Nesta fase, estão sendo cumpridos 6 mandados de busca e apreensão, sendo 2 na cidade de Piçarras/SC, 2 em Bombinhas/SC, 1 em Horizontina/RS e 1 em Cruz Alta/RS.
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da RENORCRIM. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Diretoria de Operações Integradas e Inteligência. A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
A Operação REMAP, iniciada a partir da apreensão de valores em espécie em contexto suspeito, revelou a existência de uma organização criminosa estruturada, com atuação no tráfico de drogas e posterior ocultação dos lucros ilícitos por meio de mecanismos de lavagem de dinheiro.
No decorrer das investigações, foram identificados imóveis de alto padrão e outros bens patrimoniais incompatíveis com rendimentos lícitos, situados inclusive fora do Estado, os quais estariam sendo utilizados para ocultar e dissimular a origem criminosa dos valores. O conjunto de imóveis identificado com o líder do grupo, ultrapassa o montante de R$ 7,5 milhões, evidenciando a dimensão econômica da atividade criminosa.
As apurações também demonstraram o uso de interpostas pessoas e empresas, bem como a realização de pagamentos fracionados em espécie, evidenciando estratégia deliberada de ocultação patrimonial, típica de esquemas de lavagem de capitais.
Com base nesses elementos, a Polícia Civil representou judicialmente pela adoção de medidas assecuratórias, visando a constrição e futura perda dos bens, como forma de descapitalizar a organização criminosa e enfraquecer sua atuação.
A Operação REMAP segue em andamento, com novas diligências sendo realizadas para identificação de outros envolvidos e ampliação das medidas patrimoniais.
A Polícia Civil reforça seu compromisso no enfrentamento qualificado ao crime organizado, atuando não apenas na repressão direta, mas também na asfixia financeira das organizações criminosas, estratégia essencial para sua desarticulação.
Fonte : Polícia Civil

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