Joia entregue por motoboy vira pesadelo para empresário do Vale dos Sinos, e caso de polícia!

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Uma suposta correntinha de ouro entregue dentro de um envelope por um motoboy, foi o ponto de partida de uma investigação que resultou nesta Quinta Feira 30 de Abril, no cumprimento de tres mandados de prisão preventiva contra novos criminosos que integram uma quadrilha que promove extorsões, no Vale dos Sinos.


Os mandados foram compridos nos bairros Boa Saúde e São José, em Novo Hamburgo.


Um dos procurados acabou sendo localizado no município de Portão, onde foi preso.


A ação denominada Operação Timeo, é conduzida pela Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas – Draco de São Leopoldo, com apoio da Delegacia de Portão. O foco é um grupo investigado por extorquir um empresário de Estancia Velha, dono de uma revenda de veículos.


Segundo o delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, o caso teve início em Outubro de 2024, quando o empresário recebeu sem qualquer explicação, um envelope entregue por um motoboy. Dentro, haveria uma correntinha de ouro 18 quilates. Sem entender do que se tratava, ele descartou o envelope.


Dias depois, começaram as cobranças. Por telefone, criminosos passaram a exigir a devolução da joia ou o pagamento de um valor em dinheiro. Em seguida, dois suspeitos foram até o estabelecimento comercial, onde reforçaram a cobrança e ameaçaram o empresário e familiares.


Pressionado e com medo, o empresário começou a repassar valores a quadrilha. O valor inicial cobrado, era de 3 mil reais. Na sequencia, o esquema evoluiu para a cobrança de uma espécie de “mensalidade” de 2 mil, em troca de uma suposta proteção, prática conhecida como “pedágio do crime”. Os valores eram pagos via transferencia eletronica, e assim que foram iniciados, as ameaças foram interrompidas.
Cansado de viver sob intimidação, o empresário procurou a polícia, que passou a investigar o caso somente no ano passado. A partir do registro da ocorrencia, os agentes conseguiram identificar os autores das extorsões e também os responsáveis por receber os valores.
Com base nas provas reunidas, a Justiça decretou prisão preventiva dos investigados.


Segundo a Polícia Civil, os fatos investigados se enquadram em tese, nos crimes de extorsão e associação criminosa. “As investigações continuam para o completo esclarecimento do caso, e possível identificação de outros envolvidos”, garante Martins.

 


Fonte: Jornal NH

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