A confirmação de focos de raiva herbívora no mês de abril de 2026 em Tiradentes do Sul, no noroeste do Rio Grande do Sul, colocou autoridades sanitárias e produtores rurais em estado de alerta. A doença, considerada grave e fatal para os animais, também representa risco à saúde humana, exigindo medidas imediatas de prevenção.
De acordo com informações da Secretaria Municipal de Agricultura e da Inspetoria de Defesa Agropecuária, além de Tiradentes do Sul, o município de São Nicolau também registrou ocorrências. A preocupação se estende para cidades vizinhas, como Esperança do Sul, Crissiumal e Derrubadas, consideradas áreas de risco.
A transmissão da doença ocorre principalmente por meio da mordedura de morcegos hematófagos, conhecidos como morcegos-vampiros, que se alimentam de sangue de animais.
Sintomas exigem atenção
Produtores devem estar atentos a sinais clínicos nos animais, como isolamento, apatia, mudanças de comportamento, dificuldade de locomoção, quedas frequentes, salivação excessiva e sintomas neurológicos. A identificação precoce é fundamental para conter a disseminação.
Vacinação é a principal forma de prevenção
Especialistas reforçam que a vacinação é a única forma eficaz de proteção contra a raiva herbívora. É necessário realizar uma dose inicial e um reforço após 21 dias para garantir a imunização adequada do rebanho.
Distribuição gratuita de vacinas
Como medida emergencial, o município, em parceria com a Inspetoria de Defesa Agropecuária, realizará a distribuição gratuita de vacinas para produtores localizados em um raio de até 10 quilômetros dos focos confirmados, especialmente na região de Linha da Praia.
A entrega ocorrerá na quarta-feira, 6 de maio de 2026, nos seguintes pontos:
Esquina Gaúcha (Campo dos Reais) – das 9h às 11h
Lajeado Bonito (ao lado do salão da comunidade) – das 9h às 11h
Alto Uruguai (salão da comunidade) – das 14h às 16h
Esquina Massoti (cancha de bocha do Ivo) – das 14h às 16h
Orientações aos produtores
As autoridades alertam que as doses serão disponibilizadas exclusivamente para produtores dentro da área de abrangência. Para a retirada, é obrigatório levar caixa térmica (isopor) com gelo. Também é recomendada a organização em grupos, já que os frascos contêm 25 doses, evitando desperdícios.
Em caso de suspeita, a orientação é não manipular os animais e comunicar imediatamente a Inspetoria de Defesa Agropecuária.
A prevenção é considerada essencial para proteger o rebanho, evitar prejuízos econômicos e garantir a saúde pública.
Fonte/Redação: MB Notícias
Foto: André Witt
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