O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou, no último dia 30 de junho, por meio do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), os dados referentes à geração de empregos formais no mês de maio e ao acumulado de 2026 na Região Celeiro.
Conforme o levantamento, a região registrou saldo positivo de 108 novas vagas de trabalho com carteira assinada no mês de maio. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o saldo também permanece positivo, com a criação de 198 novos postos formais de trabalho.
Mais uma vez, o município de Miraguaí liderou a geração de empregos na Região Celeiro. Somente no mês de maio, o saldo foi de 131 novas vagas, resultado que também coloca o município na primeira posição do acumulado anual, com saldo de 205 empregos formais criados. Na sequência aparecem São Martinho e Derrubadas, ambos com saldo positivo de 33 vagas.
Enquanto alguns municípios apresentam desempenho favorável, outros seguem enfrentando dificuldades na recuperação do mercado de trabalho. No acumulado do ano, Santo Augusto registra o pior saldo da região, com 43 vagas negativas, seguido por Três Passos, com 31 vagas negativas, e Braga, com 17 vagas negativas.
Apesar do resultado geral positivo, os números revelam um cenário que merece uma profunda reflexão. Grande parte do desempenho da Região Celeiro está diretamente ligada à expressiva geração de empregos promovida pela empresa Mais Frango, instalada em Miraguaí. A empresa consolidou-se como a principal responsável pela criação de postos formais de trabalho na região, exercendo um papel estratégico para a economia regional e garantindo renda para centenas de famílias.
Entretanto, mesmo diante dessa contribuição incontestável, é perceptível que muitos administradores públicos ainda não dispensam à Mais Frango a atenção especial e o reconhecimento institucional compatíveis com a importância que ela representa para a Região Celeiro. Empresas com esse porte e capacidade de geração de emprego e renda deveriam ser tratadas como parceiras estratégicas do desenvolvimento regional, recebendo apoio permanente em pautas relacionadas à infraestrutura, à logística, à qualificação da mão de obra e à expansão de suas atividades.
Os números do Novo Caged demonstram, inclusive, que, desconsiderando os empregos gerados pela Mais Frango, a Região Celeiro deixaria de apresentar saldo positivo e passaria a registrar resultado negativo na geração de vagas formais em 2026. Esse dado evidencia a forte dependência regional de uma única empresa para manter os indicadores de emprego em crescimento.
Essa realidade acende um importante sinal de alerta: a região precisa ampliar sua capacidade de atração de investimentos, incentivar a instalação de novas indústrias, fortalecer o comércio e o setor de serviços, além de agregar valor à produção agrícola.
Cabe aos gestores públicos, às lideranças empresariais e às entidades de desenvolvimento unir esforços para diversificar a economia regional, criando um ambiente favorável para que outras empresas também invistam, cresçam e contribuam para um futuro mais sólido, equilibrado e sustentável para toda a Região Celeiro.
OBSERVADOR REGIONAL























