Rio Grande do Sul envelhece: expectativa de vida aumenta, nascimentos caem e idosos já superam jovens no Estado

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O Rio Grande do Sul está vivendo uma das maiores transformações demográficas de sua história. Os gaúchos estão vivendo mais, tendo menos filhos e, pela primeira vez, os idosos já representam uma parcela maior da população do que as crianças e adolescentes.

 

Dados divulgados pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE) mostram que a expectativa de vida ao nascer chegou a 76,49 anos no triênio 2022-2024. Entre as mulheres, a média alcançou 79,63 anos, enquanto entre os homens ficou em 73,30 anos. A diferença entre os sexos permanece significativa: elas vivem, em média, mais de seis anos a mais.

 

O envelhecimento da população chama atenção. Atualmente, pessoas com 60 anos ou mais representam 20,6% dos habitantes do Estado, superando os jovens com menos de 15 anos, que correspondem a 17,7% da população. Em 2024, o Rio Grande do Sul tinha uma população estimada em 11,2 milhões de habitantes.

 

Os números mostram uma mudança acelerada ao longo das últimas duas décadas. Desde 2000, o Estado ganhou cerca de 960 mil moradores, mas o crescimento ocorreu principalmente entre a população idosa. Nesse período, o número de pessoas com mais de 60 anos aumentou em mais de 1,2 milhão, enquanto a quantidade de jovens com menos de 15 anos caiu em mais de 676 mil.

 

Outro dado que preocupa especialistas é a forte redução dos nascimentos. A taxa de natalidade caiu de 17,2 para 10 nascimentos por mil habitantes entre 2000 e 2024. Ao mesmo tempo, a taxa de mortalidade aumentou, reduzindo drasticamente o crescimento natural da população. Hoje, o crescimento vegetativo do Estado é de apenas 0,9 por mil habitantes — um dos menores já registrados.

 

Além das mudanças populacionais, o estudo também revela o perfil das principais causas de morte no Estado. Em 2024, foram registrados mais de 101 mil óbitos. As doenças do aparelho circulatório lideraram o ranking, respondendo por quase um quarto de todas as mortes. Na sequência aparecem os cânceres, que já representam mais de 21% dos óbitos e apresentam crescimento contínuo ao longo dos anos.

 

Entre crianças e jovens, as causas externas, como acidentes e violência, seguem sendo o principal motivo de morte. Já entre pessoas de 50 a 69 anos, os cânceres se tornaram a principal causa de óbito.

 

O levantamento também mostra uma expressiva redução das mortes por doenças infecciosas após a pandemia. O grupo que inclui a Covid-19 caiu da condição de uma das principais causas de morte em 2021 para a sétima posição em 2024.

 

Os dados reforçam um cenário que exigirá cada vez mais atenção dos gestores públicos: uma população mais envelhecida, com menos nascimentos e novas demandas nas áreas de saúde, previdência e assistência social. O Rio Grande do Sul já vive uma realidade que deve se intensificar nas próximas décadas e que desafia o planejamento do futuro do Estado.

 

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Fonte:

Redação/ Ascom SPGG

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