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Um caso de influenza aviária foi confirmado em uma propriedade de aves de subsistência em Coqueiros do Sul. O resultado positivo saiu no dia 17, após coleta de material feita no dia 14 pelo serviço oficial. De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal do RS, a Rosane Collares, a notificação partiu do próprio produtor, que percebeu mortalidade e sinais nervosos nas aves. “Os animais estavam com bastante sinais clínicos nervosos, ou seja, falta de coordenação. Ficam com o pescoço virado para trás. Mudam bastante o comportamento usual delas”, explicou. A partir da confirmação, no início da manhã do dia 18 já foi iniciada a operação de “saneamento do foco”. A equipe fez a depopulação das aves que ainda estavam vivas e deu início à desinfecção da propriedade. Ao todo, eram cerca de 120 a 130 animais no local. A maior parte morreu em decorrência da doença.
VIGILÂNCIA EM RAIO DE 10 KM
Simultaneamente, equipes iniciaram o rastreio em todas as propriedades do entorno. O protocolo do Ministério da Agricultura prevê visita em um raio de 3 km e mais 7 km ao redor do foco, totalizando 10 km. “Nessas propriedades a gente faz uma inspeção clínica. Não se pega as aves. A gente verifica se elas estão com aparência normal, se não há nenhum sinal de doença”, detalhou. Até o momento quase 70% da área já foi vistoriada. A previsão é concluir todo o trabalho até quinta-feira (24), apesar da previsão de chuva.
CONSUMO DE CARNE E OVOS É SEGURO
A diretora do serviço reforçou que não há risco para a população humana. “É natural do ser humano a gente acabar retraindo quando tem algo diferente, principalmente uma enfermidade como a influenza. Mas não há risco no consumo tanto de carne quanto de ovos. É claro que a gente sempre recomenda que seja de origem conhecida, mas não há riscos para a população humana em função da ocorrência desse caso”, afirmou.
PREVENÇÃO E IMPACTO NA AVICULTURA COMERCIAL
A diretora destaca que a avicultura é o terceiro maior gerador de PIB do agronegócio no estado, atrás apenas da soja e do arroz. Por isso, a prioridade é proteger a avicultura comercial. “Nosso grande objetivo é proteger a nossa avicultura comercial. Para isso, a notificação rápida é fundamental para que possamos fazer as ações com a maior brevidade possível”, disse. Sobre a transmissão, ela explicou que a influenza aviária é transmitida principalmente por aves de vida livre. A orientação é não deixar alimento exposto para as aves domésticas. “Se a gente oferece alimento e não recolhe o excedente, a ave silvestre pode parar, ficar mais tempo e acabar contaminando as nossas propriedades. O ideal é tratar os animais em um ambiente mais fechado, para impedir o contato com a ave silvestre”, orientou.
O ciclo da doença é de cerca de 14 dias. Nesse período, o animal já transmite o vírus mesmo antes de manifestar os sinais clínicos. A veterinária também descartou preocupação com outras espécies. “A influenza é multiespécies, ela pode passar para outras espécies, mas são raríssimos os casos. Não é algo que nos preocupe. Nós tínhamos um caso em uma propriedade e já saneamos esse foco. Agora é manter sempre alerta e notificando as alterações”.
Fonte: Portal Gazeta






















