A Justiça Federal acolheu, na terça-feira (21), uma manifestação apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) e manteve a prisão preventiva do policial militar acusado da morte do delegado da Polícia Federal Michel Brasil Saliba. O caso ocorreu no dia 2 de julho, em Passo Fundo.
O réu Daniel Machado Figueiró foi preso em flagrante e permanece recolhido no presídio militar de Porto Alegre. Conforme o MPF, a defesa do réu apresentou um pedido de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas ou por prisão domiciliar.
O MPF foi contrário ao pedido, afirmando haver risco na liberdade do acusado. Na manifestação, a instituição argumentou que Figueiró poderia “receber com violência quem possa vir a fiscalizar medidas diversas da prisão porventura concedidas ou quem tenha de cumprir outras diligências”.
Em nota (leia abaixo na íntegra) a defesa do militar, representada pelos advogados José Paulo Schneider e Ricardo Almeida, afirmou que “a prisão de Daniel é medida excessiva, podendo a ordem pública ser garantida por outras medidas cautelares diversas da prisão”.
Relembre o caso
O policial militar está preso desde o dia 2 de julho depois de balear e matar o delegado da Polícia Federal Michel Brasil Saliba.
A vítima foi atacada pelo brigadiano durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em um apartamento na Rua José Bonifácio, no bairro Vila Rodrigues, em Passo Fundo. O alvo do mandado era a companheira do PM.
Saliba foi atingido por três disparos de arma de fogo na região do tórax e das costas. Ele foi socorrido ao Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), mas não resistiu aos ferimentos e morreu às 2h30min de 3 de julho.
Em nota, a Brigada Militar informou que Figueiró estavaafastado das funções por licença para tratar de interesses particulares e que a Corregedoria-Geral da corporação acompanha o caso.
GZH






















