A Associação de Juízes Federais do Rio Grande do Sul (Ajufergs) ofereceu aos associados a aplicação de vacinas contra a Covid-19 produzidas na Índia. Em comunicado enviado aos juízes federais, a entidade questiona o interesse sobre receber o imunizante, que está sendo negociado e ainda não tem aprovação no Brasil pelo governo federal.
Para o negócio ser concluído, a vacina precisa ter o uso aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e também pelo governo federal, uma vez que, até o momento, só está prevista a vacinação pelo sistema público de saúde, de acordo com o Plano Nacional de Imunização.
Segundo o presidente da Ajufergs, Rafael Martins Costa Moreira, a associação recebeu uma oferta da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC), em que teria acesso a uma parte das vacinas negociadas com a fabricante Bharat Biontech, laboratório indiano que produz a Covaxin.
A associação prevê comprar 5 milhões de doses da vacina. O G1 entrou em contato com a ABCVAC, e aguarda manifestação.
“Esse contrato ainda não foi firmado. Manifestamos interesse em analisar essa possibilidade”, diz Rafael.
A Ajufergs, então, passou a consultar os 185 associados, para saber a quantidade de doses que seria necessária. O número de interessados não foi disponibilizado pela associação.
Na Índia, o imunizante já obteve autorização para uso emergencial. Em janeiro, a empresa firmou acordo para fornecer a vacina para a empresa brasileira Precisa Medicamentos.
O presidente da Ajufergs ressalta que, se concluída, a aquisição das vacinas será feita com recursos próprios e “sem o uso de dinheiro público”.
“Além disso, não há qualquer desvio de vacina da rede pública, pois, segundo me informaram, essas vacinas serão destinadas para compras privadas”, diz.
Ou seja, conforme a Precisa Medicamentos, caso não sejam aprovadas no Brasil, as doses de Covaxin irão para venda privada em outros países.
De acordo com Rafael, as duas doses da vacina seriam disponibilizadas aos magistrados. Os associados poderiam, além disso, adquirir, com recursos próprios, a vacinação para até oito familiares. O custo estimado da dose é de R$ 400, totalizando R$ 800 nas duas doses. Nesse caso, a Ajufergs apenas intermediaria a compra.
“O governo vai ter que decidir até que ponto é interessante, é benéfico para o plano de vacinação contar com a contribuição da iniciativa privada”, observa o presidente.
Receba as notícias do Site OBSERVADOR REGIONAL no seu telefone celular: CLIQUE AQUI e faça parte do nosso grupo de WhatsApp.
Fonte: G1RS























