Acusados de matar taxista de Frederico Westphalen são condenados por latrocínio

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Em 1º Grau, o juiz de Direito Alejandro Rayo, da Comarca de Frederico Westphalen, decidiu condenar nesta quarta-feira, 23 de janeiro, Anderson do Amaral da Silva, 29 anos, e Giulia Amaral Dornelles, 21 anos, pelo latrocínio do taxista Ervino Sabino da Silva, 68 anos. Da decisão cabe recurso. A pena para esse tipo de crime varia de 20 a 30 anos.
Preso preventivamente desde 31 de maio de 2018, o casal de namorados confessou o delito, fator considerado pelo magistrado para atenuar a pena, além do fato de a mulher ter menos 21 anos na época. Como agravantes, pesaram o fato de a vítima se tratar de pessoa idosa e de terem-na matado para roubar mediante dissimulação, no caso, de que queriam uma corrida de táxi. A ré foi condenada a 20 anos de prisão e o réu, a 23 anos, ambos em regime inicial fechado.
Em suas versões, os dois afirmaram que tinham somente a intenção de subtrair bens do taxista, mas não tirar sua vida.

Relembre

Ervino Sabino da Silva, 68 anos, foi assassinado com dois tiros na noite de 13 de maio. A Polícia Civil prendeu o casal pouco mais de 15 dias após o crime, nas cidades de Panambi e Condor, onde residiam. Na época da prisão, a jovem confessou que planejaram roubar um taxista, que foi mais cedo até o ponto perto da rodoviária de Frederico Westphalen para obter previamente o contato de um dos profissionais e, posteriormente, ligou para que a vítima a buscasse na estação. Dali seguiram para Erval Seco para buscar o namorado e no trajeto até o destino solicitado, em Redentora, o rapaz anunciou o assalto e efetuou dois disparos contra o idoso. Ela pulou do carro e escutou os estampidos.
Abandonaram o corpo no local, retiraram celular e dinheiro, abandonaram o táxi encontrado em Erval Seco na manhã seguinte e queimaram os documentos da vítima enquanto seguiam já no carro de Anderson para pernoitar em Palmeira das Missões. A arma fora subtraída do pai de Giulia e vendida a um terceiro. Pelo exame de balística, um revólver apreendido durante as investigaÇÕes com o comprador é o mesmo usado no latrocínio.
Já Anderson afirmou que a namorada teria lhe ligado porque estaria sendo assediada pelo taxista. Por isso, teria atirado em defesa da companheira diante da vítima estar lhe ameaçando com uma faca de serrinha. Pelas provas colhidas pelos agentes, o casal passava por dificuldades financeiras e queria dinheiro para morar junto.

Postada originalmente em: 2019-01-24 11:39:00

Categoria original: Região Noroeste

Fonte: Cristiane Luza/Folha do Noroeste

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