“Agora o sentimento é de recomeço. Em outubro faremos 50 anos de casados”, diz moradora de Porto Alegre

Foto: Pedro Piegas
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Léia de Fátima e Joel da Silva moram no bairro Humaitá, zona Norte de Porto Alegre, há 34 anos. Em outubro, eles celebrarão 50 anos de união matrimonial, porém, enfrentam agora o maior desafio de suas vidas: reconstruir tudo o que a enchente levou.

O casal relata que, assim como muitos de seus vizinhos, não esperava uma tragédia de tal proporção. Resistiram o máximo possível em deixar a residência, mas acabaram sendo convencidos e aceitaram o abrigo oferecido pelo filho, que reside próximo à Arena do Grêmio. Partiram levando apenas uma pequena quantidade de roupas, na expectativa de retornarem em breve.

Três dias depois tiveram que sair de barco da casa do filho. A região ficou totalmente alagada. Leila lembra que dias antes tinha falado que não tinha coragem de andar de barco.

Quase um mês depois do desastre, eles voltaram para conferir os danos. “O impacto foi muito grande. Tudo virado. A água invadiu nossa casa até uma altura de 1,50 metros”, revela Leila.

Na casa, praticamente vazia, os vestígios da enchente nas paredes quase já não são visíveis. Mas ficarão na lembrança, assim como todas as fotos que também foram perdidas.

 

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Moradores do bairro Humaitá
Foto: Pedro Piegas

 

Restou um sofá de madeira. E o casal ficou feliz em poder preservar o móvel que faz parte da história deles desde o início do casamento.

“Não deu pra aproveitar nada. Foi tudo fora. A geladeira e o fogão virados. Os móveis todos manchados. Eu trabalho com a venda de cosméticos. Tinha dois armários cheio de produtos. Foi tudo a baixo”, lamentou Leila.

Agora o casal espera a chegada de uma cama para poderem voltar à residência. Eles permanecem abrigados na casa de um dos cinco filhos.

“Com um colchão e um fogão acampamos aqui”, diz Joel.

Leila revela que ir todos os dias na casa para fazer a limpeza fica cansativo, além do gasto, e ela não vê a hora de poder estar em casa.

No pátio, entre as árvores frutíferas, eles colocaram as roupas para pegar sol. E aos poucos retiram a lama do que restou.

Apesar das perdas materiais, estão determinados a reconstruir.

“Agora o sentimento é de recomeço. Em outubro faremos 50 anos de casados”, disse emocionada.

Foto: Pedro Piegas

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FONTE: Correio do Povo

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