Aluno do RS que assistia aulas em barraca no meio de lavoura permaneceu na escola após incentivo: ‘pais e estrutura são apoio’, diz direção

Alan junto com os pais em frente da estrutura montada para ele estudar em Estrelha Velha, em 2020 — Foto: Giovana Dalcin/Arquivo Pessoal
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Os professores de Alan Somavilla – menino de 13 anos cuja história circulou o Brasil porque precisava estudar em uma barraca montada no meio de uma lavoura para ter acesso à internet e acompanhar as aulas online – são unânimes: ele permaneceu na escola e se tornou um aluno melhor ainda de 2020 para cá, apesar da pandemia de Covid-19. Continuou frequentando as aulas e manteve boas notas. Também há consenso quanto aos motivos: o incentivo dos pais e por ter um espaço confortável para estudar.

Alan voltou a ter aulas presenciais neste ano na instituição de ensino onde estuda, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Itaúba, em Estrela Velha, na Região Central do Rio Grande do Sul. Mas ficou o legado do carinho pela família do aluno que fez o que pode para que ele continuasse estudando. Uma rede de apoio em todo o país ajudou a família a construir uma casa nova: Alan tem um quarto só para ele, ganhou um computador e uma empresa continua a fornecer, de graça, internet.

A diretora da escola de Alan, Giovana Dalcin, conta que o interesse dos pais de Alan por dar uma boa educação para o filho e a casa nova ajudaram o aluno a não perder o vínculo com os colegas, professores e escola – principalmente em meio à pandemia.

“Essa história não se resume ao menino estudando na barraca. Como educadora, essa história demonstra a importância que a família do Alan dá para a educação. E acredito que ter uma estrutura mínima para estudar em casa facilita para construção do conhecimento. O que realmente importa para a verdadeira construção do conhecimento é o apoio, o incentivo, a valorização da escola por parte da família”, conta a professora.

Na época que a barraca foi construída, Alan tinha 11 anos e estava no 6º ano do ensino fundamental. Hoje, Alan está no 8º ano na mesma instituição de ensino e, por enquanto, pensa em seguir carreira na área do direito.

“O Alan ficou muito feliz de ter um espaço só para ele estudar, para fazer as tarefas. Um quarto só dele! Motivou ele a seguir seus estudos, ter um bom futuro e realizar seus sonhos. Só temos gratidão por todo mundo que nos ajudou”, comemora a mãe do menino, Dejanira Somavilla.

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Estudos na barraca de lona

Menino, na época com 11 anos, acompanha as aulas em um telefone usado com plano de dados de R$ 40 em Estrela Velha — Foto: Giovana Dalcin/Arquivo Pessoal
Menino, na época com 11 anos, acompanha as aulas em um telefone usado com plano de dados de R$ 40 em Estrela Velha — Foto: Giovana Dalcin/Arquivo Pessoal

A pandemia de Covid-19 fez com que toda a rede estadual de educação do Rio Grande do Sul adotasse o sistema de ensino remoto, o que exigia conexão com a internet. Alan vive em Linha Somavilla, no interior de Estrela Velha, cidade com cerca de 3,6 mil habitantes e que fica distante quase 300 km de Porto Alegre. A casa onde reside está a 6 km da escola, em um local onde a família de pequenos produtores rurais planta – fumo, soja, milho e verduras em geral – e cria animais para se manter. Lá, a conexão com a internet era precária.

O pai do Alan, Odilésio Somavilla, sabia, no entanto, que havia sinal de telefonia próximo da lavoura. Foi assim que teve a ideia de montar a barraca – construída de madeira e lona – no local. Para que houvesse acesso à internet, contratou um plano de dados móveis no valor de R$ 40. Como a família não tinha computador nem um celular moderno o suficiente, comprou um telefone usado.

“Nós compramos um telefone para ter acesso à internet, mas como o sinal lá em casa não pegava bem, eu tive a ideia de fazer a barraca perto da lavoura, onde o sinal era melhor. Construí com pedaços de madeira e coloquei uma lona por fora para quando, se é frio ou faz chuva, o Alan pudesse ir estudar. A gente, como pai, ajuda como pode”, diz Odilésio Somavilla.

Casa nova da família Somavilla ao lado da casa antiga — Foto: Giovana Dalcin/Arquivo pessoal
Casa nova da família Somavilla ao lado da casa antiga — Foto: Giovana Dalcin/Arquivo pessoal

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