O Asilo Quinta Urbana, de Pelotas, no Sul do Rio Grande do Sul, registrou a morte de 12 residentes que testaram positivo para a Covid-19. O Lar confirmou surto da doença no dia 15 de fevereiro.
O último óbito confirmado foi de um idoso de 77 anos que estava internado no Hospital Escola da UFPel. Ele faleceu na segunda-feira (22), mas a prefeitura divulgou na terça (23).
Segundo a prefeitura, 11 idosos, que foram internados, já tiveram alta e voltaram para o asilo, após o local passar por desinfecção. Outros dois estão em isolamento na casa de familiares, e dois seguem internados.
Do total de 72 moradores, 50 foram infectados com a doença, além de 29 funcionários. A primeira morte pela Covid-19 do local foi registrada no dia 1º de fevereiro.
O Ministério Público está investigando o surto após receber relatórios e notificações da Vigilância Sanitária.
O dono do asilo disse à RBS TV que todas as adequações pedidas pela Vigilância foram cumpridas.
Segundo a instituição, os residentes começaram a ser vacinados no dia 27 de janeiro. Estudos apontam que a eficácia máxima da vacina é atingida após duas doses.
Imunização em idosos
Idosos – especialmente os que vivem em instituições – são prioridade na vacinação contra a Covid-19. Isso porque a mortalidade é maior entre essa faixa etária.
Em asilos, é difícil manter medidas como distanciamento social. Além disso, os profissionais que trabalham nesses locais entram e saem diariamente, deixando todos mais vulneráveis.
Especialistas explicam que a defesa do corpo fica mais vulnerável a doenças como a Covid à medida que os anos passam porque as células do sistema imunológico envelhecem e a reação às ameaças ocorre de forma mais lenta.
O sistema imunológico reage de duas maneiras quando entra em contato com um organismo estranho. A primeira é a resposta inata, que já nasce com a gente. A reação é quase imediata. As células de defesa dão o alerta para outras células de que existe uma infecção e começam a combater o invasor. A segunda resposta, adaptativa, é adquirida ao longo da vida. Se trata do anticorpo produzido para combater uma doença específica e que fica na memória do nosso organismo. A vacina induz este tipo de reação.
Mas o envelhecimento torna todo esse processo menos eficaz. “As células de defesa do nosso organismo agem de uma forma um pouco mais lenta. É muito importante inclusive o diagnóstico precoce dessas doenças”, explicou Maisa Kairalla, geriatra e coordenadora da Comissão de Imunização da SBGG, ao Jornal Nacional.
Por isso mesmo a vacina é tão importante para quem tem mais de 60 anos, para compensar essa perda de capacidade causada pelo tempo, principalmente se, ao longo da vida, a pessoa não teve hábito saudáveis, com boa alimentação e exercícios físicos.
Fonte: G1






















