Campo Novo e Bom Progresso estão entre os 10 municípios gaúchos que mais perderam população

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As mais recentes estimativas populacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas na manhã desta quinta-feira (27), apontam que mais da metade dos municípios gaúchos está encolhendo.
O cálculo revela que 51% das 497 cidades do Estado perderam habitantes ao longo do último ano — principalmente em pequenas localidades, mas também em aglomerados urbanos de maior porte em regiões como a Fronteira Oeste. A baixa natalidade e a busca por melhores oportunidades de estudo e trabalho são citadas por especialistas como razões para a intensificação desse fenômeno no Rio Grande do Sul.
As estimativas do IBGE são apresentadas todos os anos por determinação legal e servem, entre outras finalidades, para ajustar a distribuição de recursos dos fundos de participação dos municípios e dos Estados. O número de habitantes calculado para 2020, se comparado com as informações do ano passado, indica que 255 dos 497 municípios gaúchos teriam perdido moradores, o equivalente a 51,3%. Esse índice supera o verificado no ano anterior, quando 50,9% das localidades haviam diminuído em relação a 2018.
Doutor em Geografia Humana, professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pesquisador do Observatório das Metrópoles, Paulo Roberto Soares afirma que o estudo confirma tendências demográficas recentes:

— Há vários anos, o Estado já apresenta indicadores diferenciados em relação ao resto do país, como taxa de natalidade mais baixa e maior longevidade, o que nos aproxima mais de padrões de países vizinhos como Argentina e Uruguai.
O especialista observa que é preciso levar em conta que os dados são estimados e não têm o mesmo grau de confiabilidade de um censo demográfico, mas coincidem com outros fenômenos recentes como migrações em busca de melhores oportunidades de estudo ou trabalho.

— O Rio Grande do Sul tem muitas cidades pequenas, com pouco mais de mil habitantes, que não oferecem emprego (no nível necessário). Mas também temos municípios maiores em áreas como a Fronteira Oeste que vêm perdendo população nos últimos anos — analisa Soares.

Santana do Livramento recuou 0,9% desde o ano passado, por exemplo, e Alegrete encolheu 0,7%, conforme o IBGE. No outro extremo da tabela, o Litoral Norte segue como a região mais atrativa: dos 10 municípios que mais aumentaram de população em termos proporcionais, sete ficam à beira-mar. Conforme o instituto, como um todo o Estado cresceu 0,4% — metade da média nacional — e chegou a 11.422.973 habitantes. Porto Alegre aumentou 0,3%, e alcançou 1.488.252 moradores.

Prefeito da cidade que mais encolheu discorda de estimativas
Nem todas as administrações municipais concordam com os cálculos divulgados pelo IBGE. O prefeito de Engenho Velho, Paulo André Dal Alba, considera um equívoco a conta que coloca a cidade do Alto Uruguai como a quarta menor de todo o Brasil e a que mais teria perdido moradores desde o ano passado no Rio Grande do Sul em termos proporcionais. Segundo a estimativa populacional oficial, a localidade somaria 982 almas.

— Para nós, é um equívoco. Temos 1,2 mil eleitores e, pelos registros da nossa Secretaria da Saúde, 1,5 mil habitantes. Já havíamos entrado em contato com o IBGE anteriormente, mas mesmo com a correção não passaríamos de faixa do Fundo de Participação dos Municípios (o que resultaria em mais transferência de recursos). Então acabou ficando por isso mesmo. Esperamos que o próximo censo aponte nossa verdadeira população — afirma Dal Alba.

A assessoria de comunicação do IBGE, por meio de nota, informa que as estimativas “são baseadas, principalmente, nas projeções de população para os Estados divulgadas em 2018 e na tendência populacional observada nos censos de 2000 e 2010 para cada município. No Brasil e na maioria dos países, a contagem da população só acontece de 10 em 10 anos, nos censos demográficos. O próximo censo do IBGE está previsto para 2021, e seus resultados irão dirimir eventuais dúvidas sobre a população de cada cidade brasileira.”
O órgão federal sustenta, ainda, “que muitos eleitores mantém seus registros eleitorais nas cidades em que nasceram mesmo depois de terem ido morar em outro lugar, e que os registros de saúde de alguns municípios podem contabilizar moradores de cidades vizinhas que tenham procurado atendimento médico na rede de saúde local”.

Cidades que mais cresceram no RS

Campo Bom    4,1%
Xangri-lá         2,2%
Arroio do Sal   2,1%
Balneário Pinhal         2,1%
Imbé    2,1%
Nova Santa Rita          2,1%
Cidreira          2%
Capão da Canoa         1,9%
Tapejara         1,8%
Tramandaí      1,8%

Cidades que mais encolheram no RS

Engenho Velho           -5%
Porto Vera Cruz          -3,8%
Rio dos Índios -3,3%
União da Serra           -3,1%
Alpestre          -3%
Itatiba do Sul  -2,8%
Alegria            -2,6%
Campo Novo   -2,4%
Bom Progresso           -2,2%
Pirapó -2,2%

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