Cansada de fazer o bem.

Há momentos na vida em que os questionamentos são tantos, que chegam a tirar o sono.

Os problemas se acumulam.  Não conseguimos parcerias e o que estava ruim fica pior. O nível de estresse aumenta e ficamos vulneráveis. Vulneráveis,      expostos a perigos. Capazes  de reagirmos de forma desproporcional. Sujeitos a cometer violência ou simplesmente desistir da vida.

Este é o quadro de muitos seres humanos diante da pandemia que, atualmente, assola o mundo. Situação esta, que  agrava os problemas já existientes, pelo abandono nos relacionamentos,  pelo desemprego  e pela caristia financeira,  dificultando, ainda mais, a manutenção básica da familia. Consequentemente, as contas vão se acumulando, formando novas dívidas e engrossando a fileira dos 66% dos brasileiros negativados.

Para uma grande parte da população,  o auxílio emergencial que,  quando de seiscentos reais, já era pouco, agora equivale  a um quinto do valor do quilo de carne do churrasco de domingo do Presidente da República…

E, o pior… não há esperança de que isto mude. Pelo menos, a curto prazo.

Estamos ilhados.  E o vírus tem a persistencia que nós,  os seres humanos, já  perdemos, faz tempo.

A única coisa que me ocorre, neste momento, é olhar os exemplos de superação. E, bem quietinha, recobrar as forças para permanecer viva, até encontrar uma maneira de resolver tudo o resto.

Por oportuno, deixo consigo, a história de Jó, no relato bíblico, que narra que ele perdeu a família, os bens e a  saúde. Ficou só.    Durante toda a sua dor, apenas quatro pessoas o visitaram. E estas eram tolas, acusadoras e levianas.

Chegou o tempo, porém, em que Deus mudou a sorte de Jó.  Porque  ele era justo. Esta  é a minha esperança, neste momento. Porque o agir de Deus é perfeito na vida daquele que espera dele.

Como conselho, sugiro que faça o mesmo. Busque uma referência para se manter firme, enquanto o vendaval arranca tudo ao seu redor. Mantenha a calma, porque o choro pode durar uma noite, mas a alegria virá pela manhã. Então, o próprio Deus – adeque a sua espiritualidade – enxugará as lágrimas que derramamos quando nada mais podíamos fazer…

Tudo passa, inclusive nós mesmos. Então,  mude as perguntas. Que não seja: se morreremos. E sim, quando morreremos. E, enquanto  esse dia não chegar, estejamos decididos a cuidar melhor de nós mesmos e dos nossos afazeres de vida. Independentemente, se, por hora, estejamos sozinhos na jornada, mesmo cercados de outros  seres humanos.

O meu conselho é… – se é que posso dá-lo-  que você tenha bom ânimo e  coragem. Mais esta semana. Para fazer o que é certo.

Ieda Maria.

Escritora de cinco livros e um e-book.

Iedamaria.palestras@gmail.com

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on email
Share on telegram
Slider

MAIS LIDAS

Slider

VÍDEOS

Mais notícias

Acidente na ERS-330 deixa feridos, em Miraguaí
Por volta das 17 horas da tarde desta terça-feira,...
Grave acidente de trânsito deixa feridos na ERS-591 em Ametista do Sul
No início da tarde desta terça-feira, 22, um grave...
Chiapetta: Prefeito Eder Both participa do lançamento do Programa Pavimenta
Em busca de iniciativas e investimentos ligados a área...
(Confira Vídeo) Secretário dos Transportes anuncia construção da ponte que liga Braga/Campo Novo
Nesta terça-feira (22) o Secretário Estadual de Logística e...
Redentora: Administração Municipal dá continuidade ao Programa Busca Ativa Escolar com a participação do PIM/Criança Feliz
A Administração Municipal, através da Secretaria Municipal de Educação...