Cientistas criam embriões que são quimeras de macacos e humanos

(Foto: Weizhi Ji/Kunming University of Science and Technology)

Na biologia, uma das formas de se estudar os processos de desenvolvimento é a parttir de quimeras interespécies. Esse tipo de experimento com mamíferos teve início na década de 1970, com roedores. Historicamente, porém, detectou-se um problema: a baixa eficiência e integração de células humanas à espécie hospedeira.

 

Ao longo dos anos, cientistas continuaram realizando esses testes e agora, com uma tecnologia mais sofisticada, conseguiram obter resultados mais promissores.

 

O estudo sobre quimeras de macacos e humanos publicado no periódico Cell nesta quinta-feira (15) é um bom exemplo disso. Nele, pesquisadores da China e dos Estados Unidos injetaram células-tronco humanas em embriões de primatas, que se sustentaram por 20 dias — um período considerado longo.

 

De acordo com os cientistas, os embriões de macaco foram criados e, após seis dias, cada um recebeu 25 células humanas. Depois de um dia, essas células humanas foram detectadas em 132 embriões. Passados 10 dias, ainda havia 103 embriões em desenvolvimento. Já no 19º dia de experimento, apenas três quimeras estavam vivas.

 

Isso só foi possível graças a uma tecnologia desenvolvida em 2020 pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Kunming, na China, que permite que embriões de macaco fiquem vivos e cresçam fora do corpo por um longo período.

 

O próximo passo da pesquisa consiste em uma avaliação mais detalhada dos aspectos moleculares envolvidos na quimera interespécie, com objetivo de identificar os elementos vitais para o processo de desenvolvimento. A longo prazo, a ideia é utilizar as descobertas para aprimorar a geração de novas quimeras e estudar a progressão de doenças e possíveis transplantes de células, tecidos e órgãos.

 

Uma meta importante da biologia experimental é o desenvolvimento de modelos que nos permitam examinar doenças humanas em condições in vivo”, afirma, em nota, o pesquisador Juan Carlos Izpisua Belmonte, do Instituto Salk para Ciências Biológicas, nos Estados Unidos. “Como não podemos realizar certos tipos de experimentos em humanos, é essencial termos modelos melhores para estudar e compreender com mais precisão a biologia humana”, conclui.

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/

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