Com medidas protetivas e filha de cinco meses, jovem que invadiu apartamento pede socorro: “Não tenho para onde ir”

Uma jovem de 18 anos pede por socorro. Após pedir medidas protetivas de urgência contra o seu ex-companheiro, com quem residia, ela saiu do local com sua filha de cinco meses e invadiu um apartamento localizado no Condomínio Júlio Taube, bairro Tancredo Neves, em Ijuí.

De acordo com a jovem, o imóvel estava abandonado desde 2014, quando os antigos moradores desocuparam o local. Acontece que na quarta-feira, os proprietários, acompanhados de um chaveiro e da Brigada Militar, foram até o apartamento e reivindicaram o imóvel. O fato desesperou a mulher, que afirma não ter para onde ir.

“Fui agredida quando estava grávida e quando a bebê nasceu. Não quero passar por isso de novo. Estou desesperada. Não tenho onde morar. Meus pais residem em uma casa pequena com meu irmão de cinco anos. Além de tudo isso, meu pai possui deficiência. Por eu ter a bebê, também não estou conseguindo emprego”, lamenta.

Durante o pedido de socorro feito à reportagem Progresso, a jovem disse que procurou a Secretaria de Habitação. “Preciso de apoio. Se me tirarem daqui, preciso de algum outro lugar. Não posso ir para baixo da ponte com minha filha. Muita gente foi beneficiada com apartamentos e não ocupam. Por que não podem me deixar nesse aqui?”, questiona.

A reportagem fez contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ijuí para ver se os fatos estão sendo verificados e se há alguma forma de auxiliá-las. De acordo com o informado, a Secretaria de Habitação tem conhecimento dos fatos, mas a responsabilidade deste caso quanto ao imóvel é da Caixa Econômica Federal.  Atualmente, conforme a prefeitura, não há residências disponíveis e há tramitação de ordens judiciais de cinco residências para alocação de pessoas. Conforme o informado, ainda há dificuldades de encontrara pessoas que tenham imóveis e queiram locar pelo valor do aluguel social.

Em contato com os proprietários do apartamento, foi informado que eles se mudaram de cidade por motivo de trabalho. Agora, ao retornarem para Ijuí, se surpreenderam do imóvel estar ocupado.

“Agora voltamos com emprego. Precisamos desse local. Nossos móveis foram deixados lá”, informam.

Ainda, segundo eles, ofertas de venda e aluguel do imóvel foram recusadas. “Sempre fizemos o correto”.

 

Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

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