Confira Vídeo: Projeto leva apresentações de música a pacientes de hospitais em Canoas

Raquel Kothe / Hospital Universitário / Divulgação
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Violões a postos para ajudar a dar vida ao famoso ditado “quem canta seus males espanta”. No próximo sábado (7), véspera de Dia das Mães, alunos de música de cinco a 14 anos e alguns de seus familiares vão visitar os hospitais Nossa Senhora das Graças e Universitário, em Canoas, para cantar e tocar. Será uma nova ação do Canoas + Amor, iniciativa do Escritório de Projetos da prefeitura por meio de uma parceria com a Escola do Violão Charles Daniel, de Estância Velha.

A turma já visitou os hospitais no dia 26 de março, quando apresentou sucessos da música sertaneja como Rédeas do Possante, Nova York e Clima de Rodeio, com colaboração de viola e violino. A proposta fez o maior sucesso.

— A nossa meta é levar otimismo, esperança para as pessoas — destaca Eliane dos Passos, diretora de projetos especiais do Escritório de Projetos da prefeitura, setor que foi responsável por idealizar a iniciativa, com apoio de secretarias.

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Sandra Elisabete Trennepohl / Arquivo Pessoal

 

Na base do afeto

Auxiliando na organização da vacinação para covid-19, Eliane diz ter notado o quanto as pessoas precisavam de um momento de conversa, de atenção e de afeto. Com a demanda de criar novas iniciativas, apoiada pela secretária do Escritório de Projetos, Joceane Gasparetto, Eliane mesclou a experiência nos postos com suas vivências pessoais. E daí surgiu a proposta que une música e saúde, pensando nos pacientes e também nos profissionais, como forma de reconhecimento do trabalho.

Pelas redes sociais, ela acompanhava o trabalho da Escola do Violão Charles Daniel, que desenvolve uma iniciativa chamada Presença de Palco Solidário desde 2019 — por meio da qual foi feita a parceria. Essa iniciativa é fruto de um projeto maior (o Presença de Palco Edições) idealizado pelo professor Charles Daniel e pela coordenadora da escola, Fabi Pons. Em resumo, a proposta é despertar nos alunos um olhar solidário, com ações sociais.

Maria foi uma das pacientes que assistiram à cantoria. Foto: Guilherme Pereira / Prefeitura de Canoas / Divulgação

Mensagem de carinho

Na visita de março, foram cerca de 30 participantes entre alunos e outros integrantes da escola. Charles relata que, por parte dos pacientes, houve quem chorasse e também quem cantasse. E, entre os jovens músicos, emoção e aprendizado estiveram presentes.

— Falamos para eles nos ensaios: vocês vão estar indo num ambiente que é muito tenso, que é muito deprimido, vocês têm que levar a música e também um carinho, um sorriso, uma leveza, uma esperança — complementa.

A pensionista Maria Diolinda Ferreira de Oliveira tinha ido ao banheiro para se arrumar naquele início de manhã de sábado quando foi chamada por uma das profissionais que a atendem, a técnica de enfermagem Vanessa Martins Nascimento. Deu tempo só de ajeitar os cabelos, conta Maria, sendo pega de surpresa pela visita, que ela acompanhou da porta do quarto.

— Eu senti uma alegria — pontua.

Aos 82 anos, ela estava hospitalizada no Hospital Nossa Senhora das Graças à época para exames e análise de médicos devido a uma anemia crônica e ao mau funcionamento dos rins. Maria diz que não ouvia aquelas músicas há tempos e que foi a que mais bateu palmas, lembra rindo.

Enfermeira do plantão administrativo do Hospital Universitário, Katia Aparecida Mandrich soube da ação quando o grupo chegou e afirma que o impacto foi “visível”.

— Em virtude da pandemia, para muitos até as visitas estavam mais restritas, então eles não tinham nem com quem se comunicar exceto com o colega de quarto. E, no momento em que passou a música: a alegria, a vontade de estar ali junto, de sair, de assistir. Então era bem contagiante nos pacientes.

 

Caminho da música

Do outro lado dessa história, estava a estudante Camili da Luz, de 14 anos, moradora de Estância Velha e aluna da Escola do Violão. A motivação para se dedicar ao aprendizado do instrumento veio do avô.

— O sonho dele era sempre que algum neto aprendesse a tocar violão. O meu irmão não se interessou muito e daí eu pensei: “Eu vou realizar esse sonho dele” — explica Camili.

Na visita de março, ela foi acompanhada pela mãe, a motorista Rúbia da Luz, 43 anos, que se envolve em ações com a escola desde que a filha passou a frequentar o local. As duas, inclusive, fazem parte do grupo de cerca de 30 pessoas que participará da próxima ida aos hospitais, uma oportunidade para Camili rever algo que a marcou na primeira ação: os sorrisos recebidos ou, nas palavras dela, “ver a felicidade das pessoas”.

Camili está na escola de Charles há cerca de cinco anos. Foto: Rúbia da Luz / Arquivo Pessoal

 

 

Confira um trecho da apresentação:

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Fonte: GZH

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