Do espaço, astronauta registra atividade de vulcão nas Ilhas Canárias

Foto foi tirada da Estação Espacial Internacional na quarta-feira (22). Foto: Thomas Pesquet / Twitter / Divulgação
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A lava do vulcão Cumbre Vieja, localizado na ilha espanhola de La Palma, arquipélago das Canárias, foi registrada da Estação Espacial Internacional pelo astronauta francês Thomas Pesquet diretamente do espaço. A foto foi publicada em suas redes sociais.

O fenômeno perdeu velocidade na quarta-feira (23), mas avançava sem freio, multiplicando os estragos causados, diante da impotência dos moradores da região.

— A lava diminuiu o ritmo, mas segue seu caminho inexorável — alertou o presidente regional das Ilhas Canárias, Ángel Víctor Torres, em coletiva de imprensa, aconselhando os moradores a não tentarem nada contra ela e a evitarem manobras que os coloquem em perigo.

— Diante do avanço da lava, nada pode ser feito — reconheceu. — Nem uma barricada, nem um fosso, nem um parapeito, de forma alguma, vão deter o avanço da lava. Quem me dera fosse assim, mas não é, é impossível — insistiu.

A erupção, que começou no domingo (19), já arrasou 154 hectares e destruiu 320 edificações, informou nesta quarta-feira o sistema de medição geoespacial europeu Copernicus. Este novo balanço representa um aumento notável em comparação com seus últimos dados.

A chegada da lava ao mar já não é certa, porque a descida do magma perdeu velocidade.

— O fluxo avança muito lentamente. Doze metros avançaram em 12 horas — relatou o presidente regional.

De acordo com os dados mais recentes do governo das Canárias, essas colunas cinza e laranja ardentes deslocam-se agora a quatro metros por hora, engolindo a vegetação e as construções em seu caminho. As cinzas vulcânicas em suspensão bloqueiam a luz solar e reduzem a visibilidade na região, o que levou os serviços de emergência a pedir à população da ilha, de cerca de 85.000 habitantes, que limite seus deslocamentos.

A erupção do Cumbre Vieja já levou à evacuação de 6.100 pessoas, incluindo 400 turistas. Muitos moradores foram forçados a deixar suas casas em poucos minutos. Não houve vítimas.

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Chegada ao mar

O desenrolar da primeira erupção em La Palma desde 1971 é incerto. Neste momento, “não temos certeza de que o avanço culminará no mar”, destacou em entrevista coletiva o diretor técnico do Plano de Emergências Vulcânicas das Canárias (Pevolca), Miguel Ángel Morcuende.

— O vulcão continua expelindo lava. O fluxo segue avançando lentamente, o que corresponde a um aumento claro da viscosidade e, principalmente, do preenchimento de determinados buracos naturais no terreno. Estamos falando de uma cavidade — disse Morcuende.

A chegada da lava ao mar preocupa, particularmente, porque pode gerar explosões, ondas de água fervente, ou nuvens tóxicas, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).

— Estamos em uma minizona de estabilidade agora, que não sabemos quanto tempo vai durar, porque já fomos avisados de novos episódios explosivos — acrescentou Morcuende.

— O que o fluxo de lava está fazendo agora é ganhar altura. Há áreas, onde já apresenta 15 metros de espessura — afirmou o porta-voz do Instituto Vulcanológico das Canárias (Involcan), David Calvo.

A erupção pode durar “entre 24 e 84 dias, com uma média geométrica da ordem de 55 dias”, estimou o instituto.

 

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Angústia e dor

O Cumbre Vieja emitiu entre 6.100 e 11.500 toneladas de dióxido de enxofre nesta terça-feira. A nuvem, que se aproxima das costas do Marrocos e da Península Ibérica, deve subir em direção às Baleares e ao sul da França, de acordo com projeções do programa Copernicus.

A expansão da nuvem poderia cobrir o Mediterrâneo ocidental e parte do Magreb, mas sem risco para a população, segundo os especialistas. O rei Felipe VI visitará La Palma nesta quinta-feira.

“Têm sido dias realmente duros”, tuitou o presidente da Câmara Municipal de La Palma, Mariano Hernández Zapata. “Ouvir quem perdeu tudo e quem sabe que vai perder é frustrante”, desabafou.

Segundo ele, “o que se vive em La Palma é angústia e dor”, angústia de quem teme perder tudo, dor de quem já perdeu.

 

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Fonte: Gaúcha ZH

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