Em meio à crise dos leitos, mulher que já era mãe de cinco filhos viaja 284 km para dar à luz a trigêmeos

Aline com Vitor Hugo, Victor e Valentim no colo (Foto: Divulgação)
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Os pequenos Vitor Hugo, Victor e Valentim são provas da gravidade envolvendo a falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica em Santa Catarina. Aline da Silva Costa, 28 anos, a mãe do trio, precisou viajar 284 quilômetros a partir de Criciúma para dar à luz aos trigêmeos em Brusque, no Vale do Itajaí. 

“Não tem leito em Criciúma”, confirmou Aline, já bem disposta horas depois de conceber os três filhos, que nasceram na manhã desta terça-feira (12) e somam-se aos outros cinco que aguardam ansiosamente os irmãozinhos em Criciúma. Ela e o operário Elisandro Antunes, 32 anos, já são pais de Jenifer (10 anos), Tales (de 8), Mariah (com 4) e Vinícius e Vicente, gêmeos de 10 meses. 

Com a gravidez descoberta tardiamente, depois das 22 semanas de gestação, Aline passou a fazer os cuidados de pré-natal no Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC), em Criciúma, onde pretendia dar à luz. Com complicações, ela acabou internada há alguns dias e o parto precipitou-se com 33 semanas e 6 dias de gestação. Como os médicos de Criciúma indicaram a necessidade dos leitos de UTI, indisponíveis na região carbonífera, veio a necessidade da transferência para Brusque. Aline não titubeou e topou pegar a estrada.

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Trigêmeos sem previsão de alta

“Foi tudo rápido, descobri a gravidez não faz muito e, na hora do parto, essa necessidade de viajar”, contou Aline, que reveza-se com Elisandro nas visitas à UTI para ver os filhos. Enquanto isso, atende a todos no celular com alívio, 24 horas depois do parto cesariano. Ainda não há previsão de alta para os bebês, que nasceram com 46 a 48 centímetros e pesando pouco mais de 2 quilos cada um.

As doações colhidas nas últimas semanas, seja com os vizinhos do Bairro Paraíso, na periferia de Criciúma, seja com o apoio recebido até no hospital em Brusque, estão ajudando o casal a dar conta do reforço na prole, que agora chega a oito crianças: seis meninos e duas meninas. “Eu nem sabia que estava grávida”, confessou Aline. “Fui no médico, ele pediu uns exames e apareceu no ultrassom. Meu marido ficou muito feliz, eu me assustei um pouco”, relatou.

Aline até preocupou-se quando soube que teria que ser transferida de Criciúma para Brusque, mas logo acalmou-se. “Fui muito bem recebida e correu tudo bem no parto”, garantiu. 

Em Criciúma, o problema é grave

A UTI Neonatal de Brusque é um exemplo de investimento recente. Foi preparada em um mês, inaugurada no fim de junho e tem custeio mensal de R$ 5 milhões pelo Estado até dezembro. Enquanto isso, Criciúma segue às voltas com problemas. Na última semana a ocupação é total dos leitos de UTI. Nesta quarta-feira (13) há 40 leitos de pediatria ocupados e três pacientes aguardando espaço. O Sistema de Regulação do Estado está buscando, para pacientes infantis de Criciúma, pelo menos quatro leitos de UTI.

O Estado garantiu ao Município de Criciúma um aporte de R$ 700 mil para reforçar os atendimentos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Próspera e do Rio Maina, que estão absorvendo o atendimento de média complexidade inviabilizado no HMISC por conta da superlotação. – Somente ontem foram 180 crianças atendidas nas UPAs – confirmou o secretário municipal de Saúde, Arleu da Silveira. – Com esses recursos, vamos contratar uma nova equipe médica para cada UPA – acrescentou.

Investimento em consultas

Outra preocupação do Município é incrementar a oferta de consultas para crianças. – Vamos comprar 250 consultas de pneumopediatras, já que a grande demanda com essas crianças é por doenças respiratórias, e estamos conseguindo um novo aporte estadual, de R$ 480 mil, para esse e outros investimentos – informou o secretário. Uma força-tarefa será realizada nos próximos dias para escoar as consultas represadas.

Em paralelo, Criciúma vai promover uma campanha de reforço na vacinação, com base no dado apontado no começo da semana de que 90% das crianças que estão internadas no HMISC apresentam esquema vacinal incompleto. – Vamos fazer uma nova campanha de vacinação no fim de semana, dias 23 e 24 de julho, aberta à toda a população, nos nossos parques, para tentar ampliar a imunização – completou Arleu. Na última ação do gênero, 4 mil vacinas foram aplicadas em um fim de semana em Criciúma.

Fonte: NSC Total

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