Fraude em postos de combustíveis: como identificar serviço desnecessário e evitar golpes

Postos de combustíveis do Rio Grande do Sul são investigados pela Polícia Civil pela suspeita de aplicar golpe contra motoristas que vão abastecer no local — Foto: Reprodução/RBS TV
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Postos de combustíveis do Rio Grande do Sul são investigados pela Polícia Civil pela suspeita de aplicar golpe contra motoristas que vão abastecer no local. São pessoas que trocam o óleo com preço superfaturado ou quantidade hiperdimensionada e até são induzidos a realizar serviços desnecessários.

O engenheiro mecânico Anderson de Paulo, da Escola Politécnica da PUCRS, orienta aos consumidores que só utilizem três serviços no posto de combustíveis: abastecer o veículo, calibrar os pneus e repor o fluido do limpador de para-brisa.

“Toda manutenção veicular tem que ser feita com um mecânico de confiança ou que tenha referências. O posto de gasolina não é recomendado porque os profissionais não são qualificados, não são mecânicos, não são técnicos em lubrificantes. Estão ali para resolver alguns problemas. Se está em dúvida, ligara para o mecânico ou olha para o painel se tem algum aviso de algo urgente e emergente”, afirma.

De Paulo destaca que, na maioria dos casos, as vítimas de estelionato estão com pressa ou são pegas de surpresa com a indicação de alguma irregularidade no veículo que desconhece. Por isso, ele reafirma a importância de seguir as revisões programadas pelas concessionárias ou obedecer as indicações de um mecânico profissional.

“A manutenção automotiva é necessária. Se eu não fizer, terei um gasto maior. Mas a manutenção tem que ser preventiva. Se leva no mecânico a cada 5 mil km ou 10 mil km, não precisa abrir o capô no posto de gasolina”, destaca.
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A seguir, o engenheiro dá dicas do que fazer e o que NÃO fazer quando serviços são oferecidos nesses locais.

 

Entenda o caso

Segundo ocorrências reveladas pelo Fantástico, estabelecimentos cobravam por serviços não solicitados pelos clientes. Uma das pessoas enganadas pagou R$ 1,3 mil por produtos que sequer autorizou, com preços acima dos praticados pelo mercado.

O posto de gasolina em questão fica em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A unidade é de propriedade de Fabrício Corrêa Barros, empresário que foi contatado pela RBS TV, disse que estava viajando e que não poderia falar.

A Ipiranga, rede de distribuição de combustíveis que tem sua marca nos postos do empresário, afirma que “vai acompanhar o caso e esclarece ainda que preza pela integridade e transparência na relação com seus consumidores”. Leia a nota abaixo.

Denúncias antigas

O posto alvo das investigações da Polícia Civil já tem histórico de denúncias. Uma das primeiras queixas foi em 2018, quando uma jornalista pagou R$ 350 por produtos que não solicitou. “Fiquei assustada porque eu achei que era muito dinheiro. Saí desse posto, fui no outro posto e vi que o aditivo que eles tinham me cobrado era um absurdo. O preço era R$ 150”, diz Civa Silveira.

O estabelecimento chegou a ser fechado pelo Procon, mas depois reabriu, segundo o diretor do órgão, Wambert Di Lorenzo, porque as vítimas foram ressarcidas.

“Ele foi interditado até que restituísse as vítimas em dobro. Depois que ele restituiu todas as vítimas, aí nós levantamos a interdição”, afirma.

O empresário já foi alvo de ações judiciais por casos semelhantes. Depois de perder processos, ele teria aperfeiçoado a técnica para efetuar as cobranças: exigir a assinatura dos clientes nas notas fiscais.

Um frentista que não trabalha mais na empresa diz que os funcionários eram obrigados a agir dessa maneira.

‘Golpe da fumacinha’

Uma das técnicas para enganar clientes que seriam aplicadas nos postos é o chamado “golpe da seringa” ou “golpe da fumacinha”. Os frentistas pingariam óleo sobre o motor, utilizando uma seringa. Com o calor, o óleo passa a queimar e a soltar fumaça.

“O rapaz disse assim ‘sai do carro, está incendiando, está saindo fumaça’. Saí correndo”, recorda a jornalista Civa Silveira, que registrou ocorrência policial em 2018.

Segundo o ex-frentista, os antigos colegas comemoravam os atendimentos realizados em um grupo online. Os funcionários compartilhavam uma planilha de vendas com informações de quem mais tinha vendido o aditivo. Clientes “conhecidos” dos frentistas eram salvos do golpe — o que não era o caso de José Silva.

“Realmente estava saindo a fumacinha. Aí diz para mim ‘tu encosta na rampa aí que eu vou te ajudar. Você quer ajuda?’. Disse: ‘quero'”, afirma o aposentado.

Nota da Ipiranga

A Ipiranga informa que a operação dos postos é realizada por meio de revendedores, pessoas jurídicas independentes. A empresa vai acompanhar o caso e esclarece ainda que preza pela integridade e transparência na relação com seus consumidores, respeitando todos os direitos e legislação vigente para garantir a satisfação e excelência no atendimento.

A Ipiranga realiza ações de treinamento, bem como incentivos a adoção de boas práticas nos negócios e de atendimento aos consumidores, periodicamente em toda sua rede de Revendedores. A companhia segue regras de compliance e promove capacitação anticorrupção e de integridade, que permeiam todos os seus negócios. Os consumidores podem entrar em contato em caso de dúvidas ou reclamações pelos canais de atendimento nos telefones 3003-3451 (Capitais e Regiões Metropolitanas) e 0800 720 5356 (Demais Regiões), além do acesso pelo site da empresa.

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FONTE: GZH

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