Dois funcionários da Casa de Passagem de Passo Fundo, no norte do Estado, foram indiciados por homicídio qualificado pela morte de um idoso de 75 anos. De acordo com a Polícia Civil, as agressões ocorreram no dia 2 de outubro de 2025, no albergue, e o idoso morreu no hospital.
Conforme o delegado Mario Pezzi, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), vinculada ao Cartório do Idoso, a vítima teria sido agredida por um monitor e por um trabalhador terceirizado que atuava como vigilante no local.
Segundo Pezzi, as agressões consistiram em espancamento, com arrastamento, chutes, pontapés e socos. Os atos teriam ocorrido em diferentes espaços do albergue, incluindo quarto, corredor e outros cômodos da unidade.
O inquérito policial foi concluído em janeiro de 2026 e encaminhado à Justiça. O albergue onde o crime aconteceu é público e vinculado à prefeitura de Passo Fundo.
Conforme a polícia, após a agressão, o idoso foi hospitalizado, mas não resistiu aos ferimentos e morreu cerca de 30 dias depois. O vigilante e o monitor são acusados de homicídio qualificado, com agravante pelo fato da vítima ser um idoso.
Procurada, a Secretaria de Assistência Social disse por meio de nota que o caso teve início “com um episódio de agressão por parte de um usuário acolhido, que, em surto, atacou trabalhadores do local com uma faca”. A pasta afirmou que o idoso teria deixado as dependências da Casa de Passagem e que “não há informações sobre o que ocorreu após a saída do local”.
A Polícia Civil, no entanto, confirmou a existência de imagens de câmeras de segurança que comprovam que as agressões ocorreram dentro do albergue. A polícia não divulgou os nomes dos envolvidos.
Conforme a prefeitura, os indiciados não trabalham mais no local. O monitor pediu demissão após o fato, enquanto o vigilante não teve o contrato renovado com a empresa terceirizada.
Nota da prefeitura de Passo Fundo
“A Secretaria de Assistência Social e Cidadania esclarece que não procede a informação de que um idoso tenha morrido nas dependências da Casa de Passagem. Segundo a pasta, o caso teve início com um episódio de agressão por parte de um usuário acolhido, que, em surto, atacou trabalhadores do local com uma faca.
Conforme a Secretaria, dois funcionários — um monitor e um trabalhador terceirizado — ficaram feridos durante a ocorrência. A Brigada Militar foi acionada imediatamente, prestou atendimento no local e registrou o boletim de ocorrência. Ambos os trabalhadores receberam assistência da empresa responsável e passaram por exames de lesão.
Após o episódio, o homem deixou as dependências da Casa de Passagem e, posteriormente, foi localizado em via pública em local afastado do equipamento, pela Brigada Militar a qual acionou o serviço do SAMU para atendimento. A Secretaria ressalta que não há informações sobre o que ocorreu após a saída do local. O homem veio a óbito cerca de 30 dias depois. A pasta reforça que a morte não ocorreu na instituição.”
GZH






















