Furtos em série de Hilux mobilizam polícia e acendem alerta na região

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Tapera registra quarto caso em menos de um mês; veículos da Toyota são os preferidos de criminosos que usam tecnologia para burlar sistemas de segurança
Uma caminhonete Toyota Hilux prata, ano 2022, foi furtada na madrugada desta sexta-feira (11) em Tapera, elevando para quatro o número de veículos do mesmo modelo levados por criminosos na região em menos de um mês. O proprietário estacionou o veículo na noite anterior na Rua Olindo Boff, no bairro Centro, e percebeu o furto pela manhã, quando retornou ao local. O caso foi registrado na 24ª Delegacia de Polícia Regional e segue sob investigação da Polícia Civil.
O crime reforça um padrão já observado pelas autoridades. Desde o dia 11 de março, quando ocorreu o primeiro furto em Ibirubá, na Travessa Condor, três outros casos foram registrados: em 26 de março, outra Hilux foi levada da Rua Getúlio Vargas, também em Ibirubá; na madrugada de 28 de março, uma caminhonete do mesmo modelo foi furtada na Avenida Duque de Caxias, em Espumoso; e agora, em Tapera. Todos os crimes têm em comum o modelo do veículo e o uso de dispositivos eletrônicos que permitem o desbloqueio das travas e da ignição, segundo a investigação.
O delegado Márcio Marodin, da Delegacia de Polícia de Ibirubá, alerta para a preferência das quadrilhas por modelos Hilux e SW4. Ele afirma que os furtos estão sendo praticados de forma silenciosa e com tecnologia que dribla os sistemas convencionais de segurança. As ações criminosas vêm sendo monitoradas em parceria com as delegacias de Carazinho, Passo Fundo e com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO). Marodin ressalta que, até recentemente, Ibirubá não apresentava esse tipo de ocorrência e que os registros acenderam um alerta sobre a possível atuação de uma organização criminosa na região.
Além da dificuldade em prevenir os crimes, a Polícia Civil enfrenta um desafio jurídico: a reincidência dos criminosos. “Eles são presos, enquadrados por receptação, soltos no mesmo dia e voltam a agir. Isso cria um ciclo vicioso, que mina o trabalho das forças de segurança”, afirma o delegado. Para frear a escalada, a polícia tenta avançar nas investigações para identificar não só os autores dos furtos, mas também os receptadores e os destinos finais dos veículos, que, segundo Marodin, geralmente seguem para países vizinhos, como o Paraguai.
Enquanto isso, os proprietários são orientados a adotar medidas extras de segurança e evitar deixar os veículos em vias públicas durante a noite.

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Rádio Cidade Ibirubá
Foto: Reprodução

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