O cenário político para as eleições estaduais de 2026 no Rio Grande do Sul ganhou novos contornos nesta semana. Em entrevista ao programa Aldeia Global, da Rádio Sepé, o senador Luís Carlos Heinze (PP) confirmou a formalização de uma aliança entre o Partido Progressistas (PP) e o Partido Liberal (PL). Pelo acordo, o PP indicará o candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo pré-candidato ao Palácio Piratini, Luciano Zucco (PL).
A decisão encerra as especulações sobre uma possível candidatura própria do PP ao governo estadual, após a desistência de nomes como Ernani Polo e Covatti Filho. Com isso, o partido passa a concentrar esforços na definição do nome que ocupará a vaga de vice, cenário em que Heinze desponta como principal opção.
Heinze lidera disputa
Mesmo fora da corrida pela reeleição ao Senado, Heinze colocou seu nome à disposição da sigla para compor a chapa majoritária. Segundo ele, levantamento interno realizado pelo PL aponta vantagem significativa sobre outros nomes do Progressistas, como Silvana Covatti, Covatti Filho e Guilherme Pasin.
O senador destacou sua trajetória política — que inclui passagem pela prefeitura de São Borja, duas décadas como deputado federal e mandato no Senado — como um diferencial para fortalecer a chapa. Ele também avalia que sua atuação no agronegócio e na gestão pública amplia o alcance eleitoral do grupo. A definição oficial do candidato a vice-governador deve ocorrer até o dia 11 de abril.
A articulação política também inclui a disputa ao Senado. De acordo com Heinze, a composição está avançada e conta com apoio de lideranças nacionais. A tendência é de que a chapa seja formada por Luciano Zucco (PL) ao governo, um vice do PP e dois candidatos ao Senado: Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo).
Sobre a saída de Ernani Polo da disputa, Heinze afirmou que o correligionário está alinhado a um projeto político ligado ao atual governo de Eduardo Leite, que tem o vice-governador Gabriel Souza como pré-candidato, o que inviabilizaria um apoio do Progressistas.
Infraestrutura e críticas ao governo estadual
Durante a entrevista, Heinze também comentou o andamento de obras consideradas estratégicas para o Rio Grande do Sul. Entre elas, a Ponte Internacional de Porto Xavier, já com contrato assinado e recursos garantidos; a Ponte do Ibicuí, que aguarda autorização de novo projeto; e a BR-285, com previsão de conclusão até 2027.
O senador aproveitou para criticar a atual gestão estadual, afirmando que o Estado enfrenta limitações após processos de privatização e precisa avançar em medidas de estímulo ao setor produtivo.
Entre as propostas defendidas por Heinze estão a desburocratização ambiental, a liberação de projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e investimentos em irrigação. Ele também citou a retomada de projetos hidrelétricos no Rio Uruguai como alternativa para impulsionar o desenvolvimento econômico do Estado.
Redação Grupo Sepé






















