I N V E J A

Se eu tivesse escrito o texto sobre inveja, antes da pandemia, seria assim: alguns invejosos tentam se passar por admiradores, usando a expressão, inveja branca ou inveja santa.

       Na verdade, não existe inveja boa, já que esse termo está sempre relacionado à destruição. Ou seja: a tentar esvaziar as capacidades do outro e esgotar suas conquistas. É, pois, um sentimento tóxico.  Que rouba a vitalidade.

O(a) invejoso(a)  orienta-se pelo sentimento de  inferioridade e de falta. Confunde-se com a solidariedade camuflada de fingimentos para coletar informações, cujo  objetivo principal é  tirar o que o outro tem. Ele(a), na verdade, não pensa em conquistar a mesma coisa ou ser parecido com isso. Quer, exatamente, o que você tem. E fará todo o esforço para o evaporar do lugar ou da posição que você se encontra.

Exatamente por isso, é perigoso. Porque, age nas sombras, às escondidas, por meio de intrigas e fofocas. Assim, aumenta, inventa  ou deturpa. E quando a inveja alcança o ápice, então, despreza, zomba, humilha e destrói, se necessário, seu próprio alvo.

Lembremos, por oportuno,  que Salomão, o que  tinha todas as coisas  que  poderia tirar o sono de um(a) invejoso(a), deixou-nos o provérbio:  “a inveja é a podridão dos ossos”.

Inveja é, pois, traço de caráter. E…  reversível com terapia.

Por isso, selecionei umas dicas, para sermos menos invejosos. Ou, não sermos invejosos. Ei-las:

  1. Entenda que limitação/expansão não é linear. Então, pare de ser pessimista consigo e, crítico com os demais.
  2. Evite comparar-se com os demais. Seja no trabalho, na família ou na sua vida social. Os contextos, escolhas e oportunidades são diferentes. Os resultados, também.
  3. Conheça seus pontos fracos. E, trabalhe sobre eles.
  4. Identifique suas próprias qualidades E, saiba valorizá-las.
  5. Não gaste energia, pensando, apenas, em “como” os demais são felizes. Na intimidade, cada um(a) elabora suas derrotas. E, desta elaboração é que vem a superação e a maturidade.
  6. Valorize-se, cercando-se de pessoas que o respeitam.

Se você for alvo de inveja, seja precavido.  O tumulto poderá ser tão grande que você poderá se ver pedindo desculpas por fazer o que é certo e  sentir-se culpado de ser bem sucedido(a).  E, assim, propenso a descuidar-se e  nivelar-se por baixo.

Continue sendo proativo em tudo o que empreender,  avaliando, sempre, seus resultados e continuando, se necessário, seu desenvolvimento.

Permita-se, ser admirado e  fonte de inspiração. Principalmente, pela capacidade que tiver de cuidar de sua própria vida e deixar o outro seguir seus próprios caminhos. Ainda que, invejado.

Como escrevo este texto, no auge da pandemia,  pergunto-lhe:  ainda é possível ter inveja?

Sugiro, que ouça a música; “Deus Me Proteja”. de Chico César.

Um grande abraço.  Até a semana que vem.

Ieda Maria.

 

 

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