A Justiça do Rio Grande do Sul determinou medidas protetivas em favor da família de Guilherme Moisés Oliveira de Jesus, de 26 anos, morto durante uma ação envolvendo policiais do 6º Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), em Uruguaiana. A decisão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça estabelece que os policiais investigados mantenham distância mínima de 50 metros dos familiares e proíbe qualquer tipo de contato, além de impedir rondas consideradas intimidatórias nas proximidades da residência da mãe do jovem.
Segundo a advogada da família, Franciele Botelho, o pedido havia sido negado em primeira instância, mas foi levado ao Tribunal após a apresentação de vídeos e relatos que apontariam episódios de intimidação após a morte de Guilherme. A mãe do jovem, Sandra Helena Oliveira de Jesus, afirmou que a decisão representa um avanço, mas que ainda aguarda a responsabilização dos envolvidos para se sentir segura.
Guilherme morreu na noite de 16 de janeiro deste ano, durante uma ação policial em uma residência no bairro Cabo Luiz Quevedo. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias da morte. Em nota, o comandante do 6º BPChoque, major Ricardo Gruner, informou que a corporação cumprirá integralmente a decisão judicial sem comprometer o policiamento na região.
Fonte: Site Sb News | Com informações do Jornal Cidade





















