Mãe e padrasto de bebê que morreu após múltiplas fraturas são presos temporariamente

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 A mãe e o padrasto da bebê de 8 meses que morreu após ser hospitalizada com diversas lesões e sinais de agressão, foram presos na tarde deste sábado, dia 23, após cumprimento de mandados de prisão pela Polícia Civil em Campos Novos e Herval d’Oeste, no Oeste catarinense.
A menina morreu na madrugada de quarta-feira, dia 20, no hospital de Joaçaba. O laudo pericial confirmou que as lesões são compatíveis com traumas contusos. Foram identificadas fraturas costais em diferentes estágios de consolidação óssea, que sugerem traumas sucessivos causados em momentos distintos, alguns mais recentes, outros já mais antigos. Também foram confirmadas lesões ósseas no antebraço e na coxa direita.
De acordo com a delegada Fernanda Guelen da Silva, durante a investigação, surgiram informações conflituosas e divergentes que, se confirmadas, poderiam levar à exclusão da autoria de um dos suspeitos. “Diante disso, optou-se por realizar todas as diligências e colher todos os elementos possíveis para se desvendar a verdade e evitar levar presa a uma pessoa sem prova mínima da sua culpa”, explicou.
Mesmo após intensas apurações, segundo a delegada, não foi possível colher elementos capazes de confirmar as versões trazidas pelos suspeitos. Mãe e padastro da bebê haviam prestado depoimentos em momentos distintos, mas acabaram sendo liberados na quinta-feira, dia 21. Eles também era responsáveis por cuidar de uma criança de três anos.
“O que se apurou é que tanto a mãe quanto o padrasto não estavam trabalhando e permaneciam a maior parte do dia em casa, trancados com as crianças, as quais apresentavam choro intenso e constante e também eram ouvidos gritos e xingamentos dos adultos dirigidos às crianças”, disse a delegada.
Com as informações, os dois suspeitos foram detidos temporariamente até o final da investigação, que deve ocorrer no prazo legal de 30 dias. Depois de passarem pelas delegacias de polícia de Campos Novos e de Joaçaba, mãe e padrasto, de 21 e 23 anos, foram conduzidos às unidades prisionais dos dois municípios.
“Outras diligências deverão ser realizadas nos próximos dias, pessoas precisam ser inquiridas e também estamos aguardando o laudo cadavérico, que está sendo elaborado pela Polícia Científica, que está dando prioridade absoluta ao caso, mas em razão da complexidade e demanda muito trabalho e tempo para conclusão”, destacou Fernanda.
Pressão da comunidade
Ainda de acordo com a delegada, casos como esse geram bastante repercussão e pressão da comunidade, já que todos querem a prisão dos responsáveis.
“Porém, a polícia realiza um trabalho técnico e imparcial, baseado em provas concretas, que somente quem está diretamente envolvido na investigação tem conhecimento e tem condições de valorar. As medidas são tomadas de forma oportuna e estratégica tendo em vista, unicamente, o interesse da investigação”, finalizou.

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Fonte fotos:Oeste Mais

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