Mais de 500 registros de vacinas contra a Covid vencidas no RS foram por erro de digitação, diz secretaria

O balanço parcial da Secretaria de Saúde do RS concluiu que das 877 vacinas da Astrazeneca registradas após a data de validade no estado, pelo menos 506 são resultado de erros de digitação no sistema do Programa Nacional de Imunizações. Um levantamento de dados do SUS, no início do mês, havia apontado a possibilidade de mais de 26 mil doses, em todo o país, terem sido aplicadas fora da validade.

Os dados da vacinação estão sendo verificados pela pasta. A lista com nomes dos vacinados foi enviada, para facilitar a busca. Até a última sexta-feira (9), 44 dos 75 municípios que continham inconsistências no registro da vacinação haviam enviado os dados para a secretaria. As cidades não foram divulgadas.

“Os retornos que estamos recebendo diariamente indicam que há dados inseridos de forma incorreta sobre número de lotes e datas, por exemplo. E os problemas verificados já estão sendo corrigidos pelas prefeituras”, explica Tani Ranieri, chefe da Divisão de Epidemiologia do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs).

Segundo a diretora de Atenção Primária e Políticas de Saúde da SES, Ana Costa, quando a verificação documental não é suficiente, as equipes vão até a casa do usuário para verificar o registro da carteirinha.

“E isso segue sendo feito por vários municípios para avaliarmos se é mesmo erro de registro, o que, até o momento parece ser a hipótese mais provável. É preciso olhar caso a caso”, diz Ana Costa, diretora de Atenção Primária e Políticas de Saúde da SES.

Os lotes suspeitos de terem sido administrados após o vencimento no RS são os seguintes:

  • 4120Z005: validade de 14 de abril e distribuído em 25 de janeiro
  • CTMAV520: validade em 31 de maio e distribuído em 26 de março
  • 4120Z026: validade de 22 de junho e distribuído em 25 de fevereiro.

 

A secretaria ressalta que possui uma logística que garante o repasse das doses em 24 horas às coordenadorias regionais de saúde e em até 36 horas aos municípios.

Caso seja confirmada alguma aplicação fora do prazo de validade, a orientação do Ministério da Saúde é que o vacinado receba nova dose no prazo mínimo de 30 dias após a aplicação da dose vencida. Receber uma vacina vencida pode diminuir o efeito protetor, mas o fato não acarreta em risco de evento adverso.

Fonte: G1

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