O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro dê explicações, em 24 horas, sobre uma pistola atribuída a ele. A arma foi apreendida com um militar do Exército durante blitz em Taguatinga, no Distrito Federal.
O ministro quer saber por que o ex-presidente mantinha pistola em casa durante prisão domiciliar e o motivo de ter solicitado reparo no armamento.
Arma apreendida
O caso aconteceu na noite de segunda-feira (15), quando a Polícia Militar do DF abordou um militar do Exército. De acordo com a PM, o sargento disse não possuir a documentação da pistola e “declarou que o armamento pertenceria a terceiro”.
Por não estar com o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf), o militar foi encaminhado para a 21ª Delegacia de Polícia e depois foi liberado.
O militar se identificou como sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Disse aos policiais que a arma seria do ex-presidente. Segundo ele, a pistola tinha uma “pane que aparentava ser de fácil solução”.
O sargento estaria com a pistola para fazer o reparo, segundo sua versão. Ele relatou aos policiais que retirou a arma na segunda e que ela seria devolvida nesta terça-feira (16).
Jair Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O que diz a PM
A Polícia Militar do Distrito Federal informa que, durante abordagem realizada na madrugada desta segunda-feira (15), na DF-001, Km 79, em frente ao Tag Park, em Taguatinga, um militar do Exército Brasileiro que conduzia veículo oficial foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia após ser encontrada, além da arma institucional regularmente portada, uma segunda arma de fogo no interior do veículo.
Durante a ocorrência, o abordado informou não possuir a documentação da segunda arma e declarou que o armamento pertenceria a terceiro. Diante dos fatos, a arma e o condutor foram conduzidos à 21ª DP.
A identificação da propriedade, origem, regularidade e eventual vinculação da arma apreendida a qualquer pessoa dependerá da análise dos órgãos competentes, especialmente das autoridades responsáveis pela investigação.
O que diz o GSI
“Sobre o assunto, informamos que o GSI não realiza a segurança de ex-Presidentes, incluindo o senhor Jair Messias Bolsonaro.
Os servidores à disposição dos ex-Presidentes são de livre indicação dos mesmos e não estão subordinados nem vinculados operacionalmente ao GSI, conforme dispõem a Lei Nº 7.474, de 8 de maio de 1986, e o Decreto Nº 6.381, de 27 de fevereiro de 2008.
Informamos ainda que, de acordo com o decreto supramencionado, o GSI oferece a capacitação e a avaliação de servidores e de condutores de veículos, que integram a segurança dos ex-Presidentes da República. (Portaria GSI/PR Nº 136, de 20 de setembro de 2024).”
Fonte: GZH





















