Noite Escura se aproxima.

A realidade não poderia ser mais preocupante. Há mais de um ano convivemos com a pandemia, que já ceifou cerca de 460 mil vidas. Esta situação pode ser  comparada  a uma  noite escura.  Alguns, ou muitos, morrem pelo vírus. Outros, pela escassez da vida.  Na minha rua, duas famílias inteiras estão com o vírus.  Outra, enlutada pela perda da matriarca. Eu e meu segundo marido somos idosos. E  fazemos tratamento contra doenças crônicas. Estamos sozinhos, sem condições de autocuidado e sem atendimento especializado. E, assim como outros 66 por cento da população brasileira, acumulando dívidas. Ele aposentado, eu, MEI e sem acesso ao crédito para manter meu pequeno negócio. Portanto, como tantos outros, ilhados da vida…

O cenário é conflitante. E, muito pior, continuamos em meio a uma guerra ideológica entre o Governo Federal e a Ciência. Pequenos grupos, como a minha comunidade, cumprem os protocolos sanitários. Mas,  deparam-se com pessoas que se recusam entender o gravidade do momento. Certamente influênciados pelo mau exemplo de quem foi eleito para representar o povo brasileiro e usa seu tempo, nossa paciência e o dinheiro público, para propagar desavenças, picuinhas e ódio ao diferente, fomentando animosidades desnecessárias.

Tragicamente, a  pandemia poderá se estender, ainda, por alguns anos.   A estratégia social do  “lockdown” mundial e a vacinação, garantiria a continuidade da humanidade.

Assim, nossa resistência psicológica precisa ser aumentada para cumprirmos estratégias pessoais, tais como,  o uso correto da  máscara para proteger a boca e o nariz das secreções alheias. E, os outros, das nossas. A  lavagem das mãos, os ambientes limpos e arrejados… E, mais importante,  o distanciamento social .

Mesmo na pandemia… Enlutados.  Na incerteza de vivermos, daqui a pouco, na carestia. Preocupados, até mesmo atordoados , com saudade dos que estão longe, somos um povo valente, trabalhador e honrado. Tenhamos, pois, em mente que o choro pode durar uma noite. Noite escura.  Mas,  a alegria voltará. Ela  virá pela manhã!

E, no alvorecer, pelo alvorecer, tenhamos claro que o objetivo será vivermos e reconstruirmos nossa vida e nossa nação.  Para isso, precisaremos trabalhar com metas.

Metas são pequenas tarefas, ordenadas e executadas para alcançar um determinado  Fim. Diante de qualquer demanda, começarmos com prioridades. Trabalharmos o luto. Nos automotivarmos, criando novas formas de prover o sustento diário. E, com ele,  a assistência com as famílias já adoecidas.  Depois…  Depois, por certo, saberemos o próximo passo. Isto, se não dermos voz aos levianos e nos guiarmos pela equidade e pela solidariedade.

Por fim, seja forte e constante . Acredite, acima de tudo, que podemos nos reiventarmos e reconstruirmos nossas vidas e nossa Nação.

Ieda Maria.

https://www.instagram.com/iedamaria.oficial/

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