Ocorre hoje análise do Julgamento dos réus no caso Bernardo Boldrini

(Foto: Eduardo Salvadori)
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Será analisado às 14 horas de hoje, 20 de agosto, o pedido de anulação do julgamento do assassinato do menino Bernardo Uglione Boldrini. A análise será feita pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). Solicitado ainda no ano passado pela defesa de Leandro Boldrini, o recurso contesta questões formais e, também, o que os advogados entendem como falta de provas no julgamento, ocorrido em março de 2019, no Fórum de Três Passos.

A data da análise foi confirmada na terça-feira (11/08), após os desembargadores negarem recurso da defesa para adiamento. Devido à pandemia, a sustentação oral, momento em que os defensores apresentam argumentos, é realizada por vídeo gravado, que deve ser enviado previamente à 1ª Câmara Criminal. Os advogados Rodrigo Grecellé Vares e Ezequiel Vetoretti consideram que o atual procedimento prejudica a defesa e queriam que ocorresse presencialmente.

Na parte formal do julgamento, os advogados de Leandro Boldrini contestam a permissão dada pela juíza Sucilene Engler para que os promotores continuassem a fazer perguntas ao réu mesmo após ele dizer que não responderia mais os questionamentos. O fato ocorreu quando o terceiro promotor começou os questionamentos, no terceiro dia do julgamento. O outro pedido é o de número de jurados sem intimação prévia da defesa.

Já na parte de mérito, a contestação da defesa é de que não havia provas de que o médico mandou matar o filho. Leandro Boldrini foi acusado pelo Ministério Público de ser o mentor intelectual do plano para matar o menino Bernardo.

Conforme a denúncia, o médico planejou e financiou o crime. Parte dos jurados concordou com a acusação em 2019.

— Existe uma diferença oceânica entre ele ser um pai ausente, que é um fato que eu inclusive reconheci na minha defesa oral no júri, fiz severas críticas a isso, e ele ter sido o mentor e mandante da morte. Não há o mínimo de elementos de prova nesse sentido. Até porque os motivos que o Ministério Público acusou ele de ter praticado esse crime não encontram qualquer respaldo na lógica humana — ponderaram os advogados Rodrigo Grecellé Vares e Ezequiel Vetoretti.

Caso o recurso dos advogados seja aceito, a sentença que condenou o médico deixaria de existir. Há a possibilidade, também, de anulação das penas dos demais condenados: a então madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz.

FONTE: Gaúcha ZH

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