Depois de anunciar o encerramento das atividades na última segunda-feira (23), a Malu Calçados de Crissiumal deverá realizar nessa sexta-feira o pagamento das rescisões aos seus mais de 300 trabalhadores.
De propriedade do Grupo Minuano, que está em recuperação judicial desde agosto de 2020, a Malu Calçados fechou pela empresa não ter mais interesse em seguir no segmento calçadista.
O fechamento da maior empresa de Crissiumal impacta forte a cidade. Só num rápido cálculo, se for utilizado o último número de empregados divulgado (360), no mínimo 500 mil reais deixarão de circular no comércio local todos os meses, sem contar impostos e outras movimentações. Para o Município o impacto também é grande. Segundo o Secretário Municipal da Fazenda Vanderlei Jorge Morschbacher em 2020 a Calçados Malu repassou de retorno direto de ICMS R$ 405.347,06 para o Município, 16,05% do ICMS do segmento empresarial e 3,50% do ICMS total. O segundo colocado em 2020 representava 14,21% do ICMS do segmento empresarial e 3,10% do ICMS total. Em 2021 a Calçados Malu repassou de retorno direto de ICMS R$ 392.299,06 para o Município, 16,74% do ICMS do segmento empresarial e 3,46% do ICMS total. O segundo colocado em 2021 representava 11,04% do ICMS do segmento empresarial e 2,28% do ICMS total. Os números de 2022 não foram divulgados, pois ainda podem sofrer ajustes, porém foi um ano onde a empresa chegou a empregar 500 pessoas, o maior número em vários anos, indicando que deve ter números ainda maiores na representatividade do ICMS do Município.
Várias indústrias calçadistas de diversas partes do país fecharam as suas portas.
O prédio onde funcionava a Malu Calçados é de propriedade do Município de Crissiumal.
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FONTE: Guia Crissiumal






















