Palmeira das Missõ es: Greve deixa hospital com 30% dos atendimentos

Funcionários estão em barraca instalada na Praça Getúlio Vargas, onde recebem as doaçõ es de alimentos da população (Foto: Divulgação/SindiSaúde)

Desde a tarde de segunda-feira, 14, os trabalhadores da Associação do Hospital de Caridade de Palmeira das Missões estão em greve geral. A decisão foi tomada devido à atual situação dos funcionários que se encontram com os salários referentes aos meses de junho e julho atrasados. Apesar da administração do hospital já ter se demonstrado solidária aos colaboradores por conhecer a realidade e as dificuldades enfrentadas por eles, sem o repasse total do Estado conseguiu apenas efetuar o pagamento do mês de junho nesta semana.

Segundo o diretor do SindiSaúde de Passo Fundo e um dos funcionários da casa de saúde de Palmeira das Missões, Oziel Avilla, mais de 90% dos colaboradores do hospital aderiram à greve. “Vamos manter 30% dos serviÇÃOs como manda a lei e os setores de urgência e emergência, mas os atendimentos eletivos foram desmarcados a partir de terça-feira, 15 , revelou.

O SindiSaúde instalou uma barraca na Praça Getúlio Vargas, onde os trabalhadores estão reunidos em vigília e onde recebem as doaÇÕes de alimentos da população. De acordo com a presidente do Sindicato, Terezinha Perissinotto, encerrando seu quarto dia da paralisação, o saldo do movimento grevista é positivo em relação ao apoio recebido por parte da população. “Durante a passeata realizada no início da tarde de quarta-feira, 16, ficou claro que os cidadãos de Palmeira das Missões compreendem a situação que levou os funcionários do HC a entrarem em greve. Em meio aos apitaÇÃOs e palavras de ordem, algumas pessoas demonstraram seu apoio com palmas e palavras de incentivo. A mesma situação é vista nas redes sociais, onde as pessoas se solidarizam com os trabalhadores , destacou.

A dirigente em companhia do presidente da Federação dos Trabalhadores sem Saúde do RS (FEESSERS), Milton Kempfer, e do presidente do SindiSaúde de Santiago, José Airton Clérice, estiveram na sessão da Câmara. Na ocasião, fizeram uso da palavra, fazendo um apelo aos vereadores para que buscassem uma solução na audiência que eles e o prefeito de Palmeira das Missões, Eduardo Freire, mantêm com o secretário-adjunto da Saúde do Estado, Francisco Paz.

Com o pagamento de um dos meses atrasados, os funcionários reuniram-se na sexta-feira, 18, para decidir se retornariam ao trabalho ou permaneceriam com a paralisação. Por unanimidade ficou definido que a greve será mantida até o recebimento do salário de julho.

Postada originalmente em: 2017-08-21 10:30:00

Categoria original: Região Noroeste

Fonte: O Alto Uruguai

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