Pesquisadores encontram espécie de cacto ameaçada de extinção em Caxias do Sul

Cactos da espécie Parodia rechensis — Foto: Priscila Ferreira
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Pesquisadores da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) encontraram uma espécie de cacto ameaçada de extinção recentemente em Caxias do Sul, na Serra do RS.

Segundo registros dos órgãos, esta é a maior população da espécie Parodia rechensis encontrada no mundo. Outros dois pequenos grupos existem, também na cidade da Serra, porém se encontram em graves condições de desenvolvimento.

“Ela era conhecida apenas em dois pontos, em afloramentos rochosos. Originalmente, esses afloramentos eram áreas abertas, com pouca vegetação e que não sombreavam ou sombreavam muito pouco essas plantas. Com o passar do tempo, e sobretudo por ações antrópicas (causadas pelo homem), o habitat da espécie sofreu muitas modificações”, explica a bióloga da Sema Priscila Porto Alegre Ferreira.

De acordo com Priscila, plantações de Pinus, uma espécie exótica invasora extremamente agressiva, invadiram e se espalharam na área de ocorrência do cactos, e começaram a sombrear as espécies, o que prejudicou o desenvolvimento dele.

“Além disso, as acículas (folhas) e pinhas dos pinus formam uma alta camada no solo que abafa e sufoca as plantas, não só os cactos, mas toda a vegetação. A espécie também sofre com a depredação por javalis, outra espécie exótica invasora, e pelo avanço nos afloramentos da vegetação florestal circundante”, explica.

Outro agravante, conforme pesquisadores, é o interesse por parte de colecionadores de plantas, o que leva à coleta de forma desordenada dos exemplares na natureza.

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Como ocorreu a descoberta

O biólogo e analista ambiental da Sema, Leonardo Marques Urruth, explica que a descoberta da nova população da Parodia rechensis em Caxias do Sul foi feita por acaso.

“A Parodia rechensis é um dos alvos do Plano de Ação Territorial Planalto Sul (PAT Planalto Sul), que consiste em elaborar planos pra conservação de espécies ameaçadas de extinção. É feito um sumário executivo com todas as espécies que serão trabalhadas e fotos delas, para popularizar o conhecimento destas espécies”, diz.

O PAT Planalto Sul é cogerido pela Sema e pelo Instituo do Meio Ambiente de Santa Catarina.

Cactos estão ameaçados de extinção — Foto: Priscila Ferreira
Cactos estão ameaçados de extinção — Foto: Priscila Ferreira

“Um estagiário do IMA, o Filipe Bernardi, tomou conhecimento das espécies pelo sumário e lembrou que tinha visto uma planta parecida em Caxias do Sul. Foi visitar e comentou conosco. Enviamos botânicos para o local e eles confirmaram que se tratava de uma nova população da espécie. A maior do mundo”, conta.

Leonardo explica que os locais exatos onde estão as espécies são preservados para evitar extrativismo ilegal.

“Essa descoberta é extremamente relevante para a conservação da espécie, pois amplia sua área de ocorrência, o número de indivíduos conhecidos na natureza e sua variabilidade genética, havendo cruzamento entre as populações”, destaca Priscila.

Dentro do PAT Planalto Sul são 23 espécies alvo, sendo 17 de flora e cinco de fauna, que serão buscadas e estudadas para melhor forma de preservação.

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Preservação das espécies

Leonardo explica que para a seleção das espécies que vão ser colocadas nos planos de ação são necessários critérios de priorização. “Decidimos atacar espécies que não foram contempladas em outras iniciativas, e que também não estão presentes nas unidades de conservação e por isso tem um risco maior”.

Uma das tarefas básicas do projeto é ir a campo confirmar as ocorrências. Depois disso é necessário fazer um diagnóstico.

“Quais são as impressões que o ser humano está promovendo naquelas populações e como podemos agir para minimizar isso. A complexidade da ação varia muito, envolve parceiros externos, pesquisadores de universidades”, diz.

Com as espécies ameaçadas de extinção, além de cuidar, o projeto realiza a coleta de um exemplar para ser cultivado no Jardim Botânico de Porto Alegre. A ação é chamada de ex situ e consiste na conservação da espécie fora do seu habitat, ou seja, em coleções científicas, principalmente em Jardins Botânicos.

O Jardim Botânico de Porto Alegre possui uma coleção de cactáceas que compreende aproximadamente 80% das espécies ocorrentes no Rio Grande do Sul. Os exemplares são tombados, constituem patrimônio do estado, e são utilizados unicamente para pesquisa científica, formando um importante banco de germoplasma.

“É um desafio porque às vezes muitas delas estão em situações como a da Parodia assim, é uma pequena localidade, onde só ocorre ali no mundo. Então a importância de conservar espécies ameaçadas é, obvio, por uma questão de biodiversidade, mas também por uma questão de recursos genéticos, a gente manter conservada”, explica Leonardo.

Agora, os pesquisadores explicam que serão realizados estudos sobre a sua reprodução com o objetivo de cultivá-la e possivelmente reintroduzi-la na natureza.

“Lembrando que a extinção de uma espécie significa seu desaparecimento para sempre, e a perda é irreparável em biodiversidade e história evolutiva”, destaca Priscila.

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Fonte: G1

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