Sete pessoas foram responsabilizadas pela Polícia Civil em inquérito sobre o desvio de verbas no Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo, Região Norte do Rio Grande do Sul. Dos sete, cinco são médicos, um é superintendente executivo e um gerente financeiro da instituição. O inquérito foi finalizado na terça-feira (12).
Por meio de nota, o Hospital São Vicente de Paulo informou que é uma instituição privada, que no inquérito policial não exerceu o seu direito ao contraditório. Por esta razão, não vai se pronunciar.
As investigações começaram em 2018 e apontaram desvio de recursos do SUS referentes à contratação de uma empresa para gerir a oncologia da entidade. Na época, a Polícia Federal apontou que quatro médicos teriam sido contratados pelo hospital para criar um instituto do câncer.
O contrato previa remuneração de R$ 100 mil para cada médico, valor cerca de quatro vezes maior do que a que o hospital pagava a outros médicos da mesma especialidade.
Além disso, os médicos também recebiam uma remuneração variável a partir do faturamento da oncologia, na aplicação de medicamentos, exames e procedimentos. Ou seja, quanto mais exames e internações eram indicados para os pacientes, mais o grupo ganhava.
Segundo a PF, a remuneração variável é indevida, já que a entidade é reconhecida como filantrópica e por lei, não pode distribuir lucros.
No inquérito, a polícia aponta que, de 2017 a 2018, o grupo teria recebido mais de R$ 14 milhões de remuneração, além de cerca de R$ 5,5 milhões de renda variável.
O Ministério Público Federal (MPF) vai analisar o inquérito e decidir se denuncia para a Justiça Federal.
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Fonte: G1























