Polícia realiza operação contra o narcotráfico no RS e outros nove estados; 10 suspeitos são presos

Após apreensão de fuzis em Porto Alegre, polícia realiza operação contra o narcotráfico no RS e outros nove estados — Foto: Polícia Civil/Divulgação
ABC_OK-300x266
viatec-300x266
Benhur_BannerSite-300x266
brigada-300x267
lojaswagner_ok-300x266
Roque_2021-300x266
sicredi_ok-300x266
Site_392x442
PartiuSicoob_BannerSite_300x266px
WhatsAppImage2022-01-27at090302
BANNERSANTAINESNOVO
durstok
postedeatendimentosite

A Polícia Civil realiza nesta quarta-feira (22) a Operação Pegasus, que visa combater crimes de lavagem de dinheiro movimentado pelo tráfico de drogas no Rio Grande do Sul. São 58 investigados, sendo que 21 são alvos de mandados de prisão temporária ou preventiva. São cumpridos também 68 mandados de busca e apreensão. Pelo menos 10 pessoas foram presas, em Porto Alegre e Santa Vitória do Palmar, no RS, e em outros estados.

A ação tem o objetivo de reprimir organizações criminosas do narcotráfico gaúcho e seus associados distribuidores no Brasil. Por isso, além de cidades do RS (Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Alvorada, Eldorado do Sul, Santa Vitória do Palmar e Chuí), a operação tem desdobramentos também em Santa Catarina (Garopaba), Paraná (Matinhos e Palotina), São Paulo (Franco da Rocha e Francisco Morato), Goiás (Goiânia), Mato Grosso do Sul (Ponta Porã), Minas Gerais (Pouso Alegre), Bahia (Salvador), Rondônia (Porto Velho) e Amazonas (Humaitá).

Segundo o delegado Adriano Nonnenmacher, no decorrer da investigação foram solicitadas e cumpridas 502 medidas cautelares, como quebras de sigilos bancários, fiscais, financeiros, bursátil [relacionado ao mercado de capitais], telemáticos [relacionado às telecomunicações e informática], mandados de busca, prisões, indisponibilidade de bens móveis, imóveis e ativos financeiros e mobiliários na bolsa de valores e em criptomoedas.

Receba as notícias do Site OBSERVADOR REGIONAL no seu celular: CLIQUE AQUI e faça parte do nosso grupo de WhatsApp

 

Operação surgiu a partir de apreensões de fuzis na Capital

A investigação iniciou a partir de apreensões de fuzis e cocaína no bairro Cascata, em Porto Alegre, junto a facções regionais. Na apuração, que durou um ano, a polícia descobriu que duas facções, com lideranças na Zona Leste da Capital e na Região Metropolitana, estão associadas a uma grande facção paulista para a distribuição de cocaína e maconha em solo gaúcho, além de integrarem uma rede nacional de lavagem de dinheiro do narcotráfico interestadual e distribuição de lucros.
A investigação apontou ainda a existência de células interligadas nestes 10 estados e em outros sob investigação, todas ligadas a um polo de operadores financeiros de pessoas físicas e jurídicas em São Paulo, com indícios de ligação ao alto escalão.

De acordo com a Polícia Civil do RS, a organização criminosa investigada movimentou, em um ano, quase R$ 348 milhões. Além de indisponibilidade de ativos em moeda nacional e em dólares, foram identificadas negociações com criptomoedas.

A Delegacia de Repressão aos Crimes de Lavagem de Dinheiro do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (DRLD/Denarc) espera que as ações desta quarta recuperem valores próximos ao movimentado, ao serem bloqueadas 93 contas bancárias e ações na bolsa de valores e em 41 corretoras.

 

Esquemas diversos para lavar dinheiro

Foram analisadas mais de 101 mil transações bancárias ilícitas. Segundo a investigação, o modus operandi principal da quadrilha é uma lavagem de capitais sofisticada, usando o sistema financeiro nacional com centenas de transações bancárias diárias.

Entre os artifícios, a pulverização, o smurfing (fracionamento de uma grande quantia em pequenos valores), uso de cheques ao portador para saques em espécie, bancos digitais, financeiras, depósitos e saques em lotéricas, mescla de ativos em empresas reais, criação de transportadoras, criptoativos e câmbio de dólar e pagamentos a transportadores de drogas nas fronteiras.

A finalidade, conforme a Polícia Civil, é circular o dinheiro de forma dissimulada, para chegar aos destinos via sistema financeiro tradicional e criptomoedas. A intenção, segundo a investigação, é evitar perdas imobiliárias ou de veículos de luxo por ações policiais, orientando os criminosos a não ostentarem e chamar a atenção de autoridades. Ainda assim, estão sendo apreendidos 30 veículos e quatro imóveis, além dos valores apreendidos em espécie no decorrer da investigação, cerca de R$ 3 milhões.

Receba as notícias do Site OBSERVADOR REGIONAL no seu celular: CLIQUE AQUI e faça parte do nosso grupo de WhatsApp

 

Fonte: G1

Compartilhe:

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on email
Share on telegram
ABC_OK-300x266
viatec-300x266
Benhur_BannerSite-300x266
brigada-300x267
lojaswagner_ok-300x266
Roque_2021-300x266
sicredi_ok-300x266
Site_392x442
PartiuSicoob_BannerSite_300x266px
WhatsAppImage2022-01-27at090302
BANNERSANTAINESNOVO
durstok
postedeatendimentosite

MAIS LIDAS

SELLNET-300x158
zanella
farmsantinesnova
Roque_2021-300x266-1-seo