O Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) publicou a Portaria nº 18, que reforça as medidas de proteção e bem-estar dos animais utilizados em rodeios, festas campeiras e torneios de tiro de laço promovidos por entidades filiadas no Rio Grande do Sul. A regulamentação reúne regras já previstas na legislação e nos regulamentos da entidade, além de ampliar a responsabilidade de organizadores e participantes na prevenção de maus-tratos.
Em entrevista à Rádio Uirapuru, o presidente do MTG, Alessandro Gradaschi, explicou que a portaria foi criada para fortalecer o cumprimento das normas já existentes. Segundo ele, o documento não cria novas leis, mas reforça dispositivos previstos na legislação ambiental e nos regulamentos internos do movimento tradicionalista.
Uma das principais mudanças está na ampliação da responsabilidade durante os eventos. De acordo com Gradaschi, qualquer pessoa que presenciar uma situação de maus-tratos poderá comunicar o fato aos juízes campeiros, médicos veterinários, patronagens, coordenadores regionais ou demais responsáveis pela realização do rodeio. A intenção é ampliar a rede de fiscalização e proteção aos animais.
A portaria também estabelece punições para as entidades filiadas que descumprirem as normas. Caso sejam comprovados maus-tratos durante um evento, a entidade poderá ficar impedida de realizar rodeios no ano seguinte. Em situações de reincidência, a punição poderá ser ainda mais severa, com a perda do direito de promover eventos tradicionalistas.
Durante a entrevista, o presidente também explicou que os animais utilizados nas provas passam por um sistema de rodízio, evitando que permaneçam durante todo o evento nas competições. Além disso, os parques devem oferecer estrutura adequada, com água potável, áreas de descanso e locais apropriados para o manejo dos animais.
Sobre a fiscalização, Gradaschi afirmou que ela será realizada por uma rede formada pelos organizadores dos eventos, patronagens, coordenadorias regionais, médicos veterinários, juízes campeiros, proprietários dos animais e demais integrantes da organização. Segundo ele, todos passam a compartilhar a responsabilidade pelo cumprimento das normas previstas na portaria.
O presidente destacou ainda que a regulamentação é válida para todas as entidades filiadas ao MTG no Rio Grande do Sul. Conforme explicou, o objetivo é preservar a realização dos eventos tradicionalistas, demonstrando que as atividades são desenvolvidas em conformidade com a legislação e com as normas de proteção e bem-estar animal.
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