Presidente afastado da Câmara de Vereadores de Canela, Alberi Dias é preso pela segunda vez em operação da Polícia Civil

Divulgação / Polícia Civil
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O presidente afastado da Câmara de Vereadores de Canela, Alberi Galvani Dias (MDB), foi preso na tarde desta terça-feira (28) durante a sétima fase da Operação Caritas da Polícia Civil no município da Região das Hortênsias. Ele estava em um clube aquático quando foi detido pelos agentes. Essa é a segunda vez que o parlamentar foi preso. Na primeira, em 8 de novembro, Dias passou pouco mais de 24 horas detido e liberado no dia seguinte junto com outros dois investigados após decisão judicial.

De acordo com o delegado Vladmir Medeiros, que está à frente das investigações, a prisão foi solicitada porque novos elementos da operação indicam a efetiva participação do vereador na organização criminosa. Segundo Medeiros, Dias agiu com liderança e mantendo núcleo próprio para praticar diversos crimes.

Entre eles, utilização de empresas (algumas de fachada) e parentes para vencer concorrências de obras com a prefeitura de Canela. O delegado afirma também que foram utilizados Cadastros Nacionais de Pessoas Jurídicas (CNPJs) sem o conhecimento e consentimento dos proprietários e responsáveis pelas empresas, além realizar atos de lavagem de dinheiro com veículos, imóveis e valores.

Ainda conforme o delegado, o investigado seguiu agindo mesmo após a primeira prisão, influenciando agentes políticos. Medeiros lamenta que nenhuma apuração administrativa foi aberta no legislativo de Canela para apurar os fatos envolvendo o nome do político, sendo esse mais um fator que embasou o pedido de prisão do vereador. O delegado não dá detalhes da investigação.

Naquele dia, a Polícia Civil de Canela cumpriu simultaneamente mais de 200 medidas judiciais, incluindo-se prisões, afastamentos cautelares de servidores públicos e mandados de busca e apreensão.

Medeiros reforça ainda que a prisão desta terça-feira é fruto do empenho dos policiais civis que atuam na apuração de diversos fatos criminosos do inquérito policial. Segundo ele, as investigações avançam a cada dia com a análise de documentos, materiais e aparelhos apreendidos pela Polícia Civil, sendo reforçada a convicção sobre os fatos já apurados, mas também se avançando sobre fatos novos e novos investigados.

O que diz a defesa:

Por meio de mensagem de texto, o advogado Romulo Campana, que representa o parlamentar, informou que ficou surpreso ao tomar conhecimento da prisão do vereador Alberi Dias. “Estou analisando os fatos que originaram a decisão do Magistrado”, disse.

Relembre o caso:

:: A ação da tarde desta terça-feira (28) é a sétima fase da Operação Caritas, que iniciou em 9 de abril, quando foram apreendidos materiais de construção do Hospital de Caridade de Canela que haviam sido desviados para propriedade particular, dando início à primeira fase da operação.

:: Na segunda fase, em 30 de junho, policiais civis apreenderam uma lista com nomes de cargos em comissão (CCs) que pagavam valores em dinheiro para o partido político após acompanharem, durante todo o dia, a atividade de recolhimento do dinheiro em diversos locais, inclusive prédios públicos.

:: A mais volumosa ação foi em 8 de novembro, quando 175 policiais civis cumpriram simultaneamente mais de 200 medidas judiciais, que incluíram prisões preventivas, afastamentos cautelares de servidores públicos e 44 mandados de busca e apreensão em nove cidades, além de outras medidas

:: Em 29 de novembro, durante a quarta fase da operação Caritas, foram cumpridos mandados de busca em endereços ligados a empresas que prestam serviços de maquinário e terraplanagem para a prefeitura de Canela.

:: Neste mês, no dia 16, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em residências e propriedades rurais localizadas na cidade e no interior do município em imóveis que estariam supostamente ligados a um dos investigados pela Polícia Civil, o qual foi preso na terceira fase da operação. Foi apreendido um cheque de R$ 200 mil, que seria utilizado, segundo a investigação, para adquirir um imóvel supostamente utilizado para lavagem de dinheiro.

:: A então última fase havia sido realizada no dia 23 de dezembro, quando a Polícia Civil de Canela havia prendido outro investigado, acusado de intimidar, ameaçar e coagir testemunhas do inquérito policial.

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Fonte: GZH

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