Professora denuncia injúria racial dentro de sala de aula no Rio Grande do Sul

Segundo a professora, alunos de duas turmas do 8º ano faziam sons de macaco durante as aulas — Foto: EMEF Santos Dumont/Divulgação
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Uma professora da rede pública de ensino de Campo Bom, na Região Metropolitana de Porto Alegre, denunciou à polícia que foi vítima de uma série de atos de injúria racial de alunos durante suas aulas. O caso teria ocorrido no final de maio.

A docente que dá aula para alunos do oitavo ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Santos Dumont, relatou à Polícia Civil que estudantes de duas turmas imitaram, mais de uma vez, sons e gestos de macaco quando ela se virava de costas. A professora foi procurada pelo g1, mas não atendeu às solicitações até a última atualização desta reportagem.

A polícia deve ouvir pessoas que estavam na escola quando as supostas injúrias raciais foram proferidas.

“Se forem adolescentes, que é o que está sendo apurado, será tratado como ato infracional. Encerrando a investigação, o caso é encaminhado ao Juizado da Infância e Juventude, e o Ministério Público atua junto, para ver qual é a penalidade aplicável”, diz o delegado Clóvis Nei, titular da delegacia de Campo Bom.

Além de registrar boletim de ocorrência, a professora procurou o Coletivo Feminista Elza Soares para acompanhamento do caso. Em nota, o grupo relata que “duas turmas de oitavo ano imitavam sons de macaco quando a professora Maristela Santos (mulher negra) se colocava de costas para a turma ao escrever no quadro e também quando passavam pela sala de aula onde a mesma estivesse dando aula”.

A Prefeitura de Campo Bom também divulgou nota sobre o caso, em que afirma que “repudia qualquer ato de discriminação ou racismo e que está prestando todo o apoio à professora”, além de ressaltar que “acompanhará o caso e prestará todo o apoio necessário à vítima”.

Nota da Prefeitura de Campo Bom
“Diante dos fatos ocorridos, em que uma professora da Rede Municipal relatou ter sofrido injúria racial dentro da sala de aula, a Prefeitura de Campo Bom informa que repudia qualquer ato de discriminação ou racismo e que está prestando todo o apoio à professora. O ato foi denunciado por meio de Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia local e agora cabe à esfera policial julgar o ocorrido. Campo Bom é uma cidade para todos e é inadmissível que casos assim aconteçam em pleno século XXI. A administração municipal ressalta que acompanhará o caso e prestará todo o apoio necessário à vítima.”

Nota do Coletivo Feminista Elza Soares
“O Elza, através de sua Coordenadoria Racial, vem a público relatar CASO DE INJÚRIA RACIAL NA ESCOLA DE ENSINO SANTOS DUMONT DA REDE PÚBLICA DE EDUCAÇÃO DE CAMPO BOM para que se exija um posicionamento da Prefeitura, sobretudo, da Secretaria de Educação.
Duas turmas de oitavo ano imitavam sons de macaco quando a professora Maristela Santos (mulher negra) se colocava de costas para a turma ao escrever no quadro e também quando passavam pela sala de aula onde a mesma estivesse dando aula. A professora Maristela Santos realizou um BO, procurou a direção da escola e acionou nosso Coletivo.
O caso está sendo acompanhado pela equipe jurídica da Rede Girassol do nosso Elza, juntamente com nossa Coordenadoria Racial, que, em parceria com a professora, está realizando a formatação de um novo projeto de intervenção pedagógica o “VIDAS NEGRAS”, para que possamos abordar dentro e fora de sala de aula as consequências, não somente para +18, mas para qualquer pessoa que proferir ofensas raciais.
Hoje a coordenadora de igualdade racial e a presidente do Elza acompanharam a vítima de injúria racial professora Maristela Santos no seu depoimento sobre os fatos ocorridos na delegacia de Campo Bom.
Seguimos acompanhando o caso e EXIGINDO posicionamento e atitude sobre o que ocorreu em Campo Bom, para que NÃO SE REPITA!”

 

 

Fonte: G1

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