Quadrilha que enviava drogas sintéticas para a Região é presa em Santa Catarina

A Polícia Civil de em Santa Catarina prendeu nesta sexta-feira (16) 13 pessoas suspeitas de fabricar drogas sintéticas no estado e vender para vários locais do país. Os policias chegaram ao grupo após rastreamento da compra de produtos químicos usados na fabricação. A suspeita é que eles usavam laranjas e até empresas de fachada para adquirirem matéria-prima dos sintéticos.

Doze pessoas foram presas em Balneário Camboriú, Camboriú e Itajaí. Uma outra pessoa, que não teve a identidade divulgada, foi detida em Curitiba (PR). A ação foi batizada com o nome Operação @Express, pois o transporte das substâncias era feito através de empresas de ônibus que fazem o serviço de envio de carga.

Na operação desta sexta, 100 mil comprimidos de sintéticos foram apreendidos. As substâncias estavam em Camboriú, em um local usado pelo grupo para armazenar as drogas prontas para o envio. Em Itajaí, a polícia encontro mais de R$ 800 mil dentro de uma mala.

Conforme o delegado Vicente Soares, responsável pela operação, alguns integrantes do grupo são parentes e vendiam a droga para fora do estado por atacado. Nos estados vizinhos, outros envolvidos eram responsáveis pela venda em varejo.

“Eles mudavam bastante de lugar a produção e , recentemente, há cerca de um mês, foi descoberto a partir de denúncia anônima um laboratório de Itajaí”, disse Soares.

Além do Distrito Federal, o grupo enviava drogas para cidades do Rio Grande do Sul (Três de Maio), Paraná, Rio de Janeiro, Goiás e São Paulo. No total, foram expedidos pela justiça catarinense 39 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão. Oito pessoas não haviam sido localizadas até o início da tarde desta sexta.

Em apenas uma remessa de drogas sintéticas interceptada pela polícia no Distrito Federal, foram apreendidos mais de 6 mil comprimidos de ecstasy. Em dois meses, a polícia identificou que cerca de 30 envios com essa quantidade foram feitos para outros lugares do país.

Três núcleos

Na investigação, que durou cerca de um ano e meio, a Polícia identificou que a organização criminosa atuava em três diferentes núcleos. O primeiro ‘”alto escalão”, segundo delegado Soares, era composto de sete pessoas responsáveis pela produção das drogas e compra dos produtos químicos.

“O segundo escalão que conseguimos identificar [eram] traficantes locais que faziam a venda de varejo dessa droga. E, por fim, o terceiro escalão nós colocamos os indivíduos que funcionavam como laranjas do grupo”, afirmou o delegado.

Embora a operação tenha como objetivo desmantelar o grupo criminoso, a polícia investiga também o grupo por lavagem de dinheiro com estabelecimentos comerciais. Cerca de 170 policiais civis de diferentes regiões catarinenses participaram da ação.

Fonte: G1

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