Supercélula de tempestade é registrada no interior do Rio Grande do Sul

Supercélula de tempestade se formou no Vale do Rio Pardo nesta segunda-feira | Redes sociais/Douglas Becker A reprodução em parte dos conteúdos da MetSul é autorizada desde que citada a fonte e publicado o hyperlink para o original https://metsul.com/supercelula-de-tempestade-e-registrada-no-interior-gaucho/ .
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Uma supercélula de tempestade com rotação foi registrada nesta segunda-feira na região do Vale do Rio Pardo, entre os municípios de Venâncio Aires e Mato Leitão. A enorme nuvem podia ser vista de cidades a dezenas de quilômetros de distância. Apesar de sua estrutura capaz de gerar tempo severo, não se tem notícia de que tenha produzido fenômenos destrutivos na região.

 

Modelos numéricos de alta resolução analisados pela MetSul, como o WRF que está acessível ao assinante na seção de mapas, indicavam que na tarde de hoje haveria a formação de áreas de instabilidade muitos fortes isoladas com altos valores de refletividade, ou seja, células de tempestade isoladas associadas a nuvens de grande desenvolvimento vertical. Foi o que fez a MetSul emitir ontem um aviso de risco de temporais localizados no dia de hoje no Rio Grande do Sul em sua previsão do tempo.

A instabilidade acompanha o deslocamento de uma área de menor pressão atmosférico com um centro de baixa que se fecha entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Tal cenário trouxe a chuva, embora irregular e com baixos volumes em muitas áreas, nesta segunda-feira no Rio Grande do Sul.

Os acumulados de chuva em 24 horas até o final da tarde desta segunda-feira na rede do Centro Nacional de Previsão de Desastres chegavam a 53 mm em Santa Maria, 45 mm em Redentora, 44 mm em Alegrete e Rosário do Sul, 35 mm em Ijuí, e 30 mm em Dom Pedrito. Na rede do Instituto Nacional de Meteorologia, os volumes no mesmo período eram de 58 mm em São Vicente do Sul, 46 mm em Santa Maria, 41 mm em Livramento e 40 mm em São Gabriel. Volumes distintos no mesmo município, caso de Santa Maria, se explicam pelo fato de os pontos de medição estarem em locais distintos dentro da mesma cidade.

O QUE É UMA SUPERCÉLULA DE TEMPESTADE?

Em síntese, uma supercélula é uma nuvem de tempestade com a presença de um mesociclone em que o ar ascedente gira no interior da nuvem. De acordo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, as supercélulas são o tipo menos comum de tempestade, mas têm alta propensão a produzir fenômenos de tempo severo como vendavais, granizo e em alguns casos tornados fracos a violentos.

“O que torna uma supercélula única em relação a todos os outros tipos de tempestade é que ela contém uma corrente ascendente em rotação persistente chamada mesociclone. Se o ambiente for favorável, as tempestades supercelulares podem durar várias horas”, esclarece o NWS.

Quais ingredientes são necessários para o desenvolvimento de supercélulas? O padrão divergente de vento até cerca de seis metros de altitude é considerado fundamental para a gênese deste tipo de formação. O cisalhamento (padrão divergente) do vento não apenas cria o mesociclone como também permite que a tempestade seja inclinada, o que é importante para manter uma região de vento ascendente e vento descendente separada.

Uma corrente ascendente (updraft) e uma corrente descendente (downdraft) separadas permitem que a supercélula tenha vida longa porque reduz a probabilidade de que muito ar estável e resfriado pela chuva da região da corrente descendente ingresse na corrente ascendente, causando o enfraquecimento da tempestade.

A imagem do modelo GFS do campo de vento em 850 hPa, nível de pressão a cerca de 1.500 metros de altitude, mostrava uma corrente de jato (vento) em baixos níveis da atmosfera de Norte para Sul atuando justamente sobre a região em que se produziu a formação da supercélulas. Foi esta corrente de vento que determinou o padrão de vento divergente (cisalhamento) que proporcionou a rotação com um mesociclone.

TRÉGUA DA CHUVA SERÁ CURTA

O feriado de Nossa Senhora Aparecida começa com instabilidade e chance de chuva ou garoa em pontos do Leste e do Nordeste do Rio Grande do Sul enquanto nas demais áreas do Estado o tempo firme predomina desde o início do dia na maioria dos municípios.

No decorrer do dia, contudo, a instabilidade se afasta e o sol aparece com nuvens em quase todo o território gaúcho, mesmo em cidades que tiveram um começo da terça chuvoso. Em pontos do Nordeste gaúcho é que a chuva pode perdurar um pouco mais.

Na quarta-feira, o sol aparece com nuvens em todo o Rio Grande do Sul, entretanto o tempo vai voltar a se instabilizar com chuva a partir do Oeste.

Alguns modelos, como o WRF, avançam a instabilidade rapidamente com chuva até o final da quarta em várias regiões gaúchas, mas outros como o alemão Icon limitam a instabilidade mais ao Oeste na quarta com a chuva atingindo a maioria das regiões do estado gaúcho no decorrer da quinta.

FONTE: METSUL

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