Suspeito de feminicídio é preso em Porto Alegre após fugir de Santa Catarina, diz polícia; mulher foi morta com 63 facadas

Suzana Perez Valerio foi morta a facadas em Florianópolis — Foto: Redes sociais/ Reprodução
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A Polícia Civil prendeu preventivamente, em Porto Alegre, Marcelo Freitas, suspeito de feminicídio e outros crimes de violência doméstica contra mulheres. O crime que motivou o mandado de prisão aconteceu no dia 1º de setembro, em Florianópolis.

Segundo as investigações, após uma discussão, Freitas, de 30 anos, desferiu 63 golpes de faca contra Suzana Perez Valerio, de 47, dentro da residência do casal, no bairro Saco Grande. A vítima morreu no local.

Conforme a polícia, o suspeito teria fugido para Porto Alegre em um carro de aplicativo, descartando os celulares dele e da vítima na cidade de Tubarão (SC).

Ele foi preso na quarta-feira (10) por agentes da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) da capital gaúcha, com apoio da DPCAMI de Florianópolis, em uma operação conjunta entre as polícias civis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Segundo a delegada Tatiana Bastos, Freitas não havia apresentado defesa até a mais recente atualização desta reportagem. O g1 mantém o espaço aberto para posicionamento.

 

Antecedentes de violência
De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, pelo menos três mulheres já haviam solicitado medidas protetivas de urgência contra ele. Em 2023, Freitas foi preso preventivamente pois teria incendiado a casa e os veículos de uma ex-companheira em Balneário Camboriú. Na mesma ocasião, ele também teria raspado o cabelo da vítima com uma faca.

Em abril de 2024, obteve liberdade provisória e, no mês seguinte, iniciou o relacionamento com Suzana, diz a Polícia.

 

Relacionamento e prisão
Conforme informações da Polícia Civil, a vítima já tinha registrado e pedido medida protetiva contra Freitas.

A investigação aponta que, em setembro de 2024, ele teria amarrado Suzana, raspado seus cabelos e a agredido fisicamente.

Após a morte da mulher, Freitas buscou abrigo na casa de outra ex-companheira em Porto Alegre, que também teria sido vítima de suas agressões e estaria sendo coagida e ameaçada, segundo a Polícia.

O suspeito foi encaminhado ao Nugesp (Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional).

Freitas não confessou nenhum dos crimes e alega que a vítima foi assassinada por agiotas.

 

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FONTE: G’RS

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