O grupo Ipumirim Portas e Molduras decidiu das férias coletivas a quase 500 funcionários diante da iminência da aplicação das tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras aos Estados Unidos. Do total de molduras de madeira fabricadas pela empresa do pequeno município do Oeste de Santa Catarina, 95% vão para os EUA.
A decisão de reduzir as operações foi tomada após a suspensão dos contratos de exportação que ainda não haviam sido enviados aos portos. “[A medida] visa aguardar que ambos os governos cheguem a um acordo, permitindo que as atividades comerciais continuem fluindo”, diz uma nota divulgada pela empresa.
“Entendemos que é um momento delicado, mas acreditamos que, juntos, superamos qualquer desafio”, acrescenta o comunicado (leia a íntegra abaixo).

O setor madeireiro é um dos mais impactados pelo tarifaço do presidente Donald Trump contra o Brasil, medida que está prevista para começar a vigorar na próxima sexta-feira, dia 1º de agosto. Quase 40% das exportações de Santa Catarina para os EUA partiram desta área em 2024, totalizando US$ 650,7 milhões.
“Além de ser um setor estratégico para a economia catarinense, com crescimento de 131% na última década, é responsável por uma parcela significativa das exportações, reforçando sua importância para a geração de emprego, renda e para a sustentabilidade da indústria local”, diz o trecho de uma nota divulgada nesta semana pela Facisc (Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina).
O governador Jorginho Mello disse em nota que acompanha a situação e ainda não é possível dimensionar com precisão os impactos da tarifa sobre a economia catarinense.
“O comportamento dos mercados internacionais e as estratégias de adaptação das indústrias locais serão determinantes para entender a real extensão dos efeitos sobre as exportações e sobre o desempenho econômico do Estado — isto considerando que a nova tarifa, efetivamente, entrará em vigor. O Governo do Estado está defendendo os interesses catarinenses em todas as frentes. Isso inclui dialogar e buscar articulação com lideranças internacionais que possam contribuir para o equilíbrio dessa relação”.
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FONTE: Oeste Mais























