“Tem sido uma bênção pra mim”: como é a vida do imigrante que viajou mais de 10 mil quilômetros para estudar em Passo Fundo

Há dois meses em Passo Fundo, Jailson tem se sentido bem na cidade. Jailson Da Graça / Arquivo Pessoal
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A busca por uma melhor qualidade de vida e qualificação profissional que o Brasil leva milhares de imigrantes a buscarem o Brasil todos os anos. Em Passo Fundo, no norte do Estado, Jailson Da Graça Espírito Santo Vasconcelos, 32 anos, é um deles.

Natural das Ilhas São Tomé e Príncipe, país de cerca de 245 mil habitantes, ele mora há dois meses na cidade e faz parte do Programa de Capacitação Profissional para Médicos Estrangeiros da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS) do Campus Passo Fundo, que possui parceria com o Hospital de Clínicas (HC), onde as atividades práticas são realizadas.

O programa conta com 26 alunos de diferentes lugares do mundo em seis especializações distintas, iniciativa que chama a atenção para o Dia do Imigrante, celebrado nesta quinta-feira (25).

Sem possibilidade de formação em medicina no país de origem, Jailson passou sete anos em Cuba, na Escuela Latino Americana de Medicina (ELAM), onde se formou em 2019. Após, voltou para atender em seu país até 2025.

— Aguardei desde 2020 por uma bolsa. Seguia procurando um edital, de preferência que falasse português ou espanhol — contou Jailson.

O destino ao Brasil veio após ouvir relatos positivos de outros jovens da Angola e do Moçambique que buscavam o país para estudo. Hoje, Jailson cursa especialização em cirurgia geral e tem o objetivo de retornar ao país de origem para atuar na profissão.

— Meu objetivo é prestar serviço ao meu país. Só contamos com um cirurgião geral. O país conta com a ajuda de Cuba que envia um cirurgião cada 3 anos para nos ajudar, e da China que também nos envia um cirurgião anualmente. Apesar dessa troca, só temos um cirurgião geral — disse.

Rápida adaptação

Apesar do pouco tempo em Passo Fundo, o estudante é grato pela oportunidade que possui em mãos.

— Tenho me sentido muito bem na cidade. Todos estão me ajudando. Tem sido uma bênção pra mim. Estou realizando um sonho meu, além de aprender muito — contou.

*Felipe Matiasso – *Sob orientação e supervisão do jornalista Vitor Zuccolo.

Fonte: GZH

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