TJ RS suspeita que hacker do Exterior tenha invadido sistemas

Os técnicos do Tribunal de Justiça (TJRS) suspeitam de que um hacker do exterior tenha invadido, na madrugada desta quarta-feira (28), o sistema de informática da corte gaúcha no ataque cibernético que seguiu ocorrendo até a tarde desta quinta (29). O desembargador, presidente do Conselho de Comunicação, ratificou que provavelmente o invasor tenha “cruzado informações” até chegar ao Rio Grande do Sul.

Segundo o desembargador, não houve pedido de pagamento de valores até o momento para cessar o ataque, como ocorre normalmente. Também de acordo com o magistrado, neste momento, o foco está em proteger o sistema e manter a defesa ativa enquanto a ofensiva não chegar ao fim.

Não está descartada a perda de dados de processos, mas o esforço agora é manter os dados que temos e posteriormente fazer uma avaliação do que virá pela frente. Juízes e servidores estão usando o WhatsApp e e-mail pessoal para falar com colegas e outras pessoas.

O desembargador Silveira definiu a situação como caótica, mas afirmou que “o Judiciário não vai parar” e vai atender a demanda, apesar dos obstáculos. Os prazos processuais estão suspensos desde a quarta-feira, para evitar prejuízos a advogados e partes interessadas. Já o tribunal está orientando aos servidores para não acessarem os sistemas internos, para acessos externos, com os sistemas eThemis, SEEU e SEI, a avaliação é de que não há risco.

O que dizem os especialistas:
O Tribunal de Justiça confirmou que o ataque foi cometido através de um ransomware. Segundo Ronaldo Prass, especialista em tecnologia, o conteúdo infectado provavelmente foi baixado por um dos computadores ligados na rede e, posteriormente se espalhou para os demais. — Ele sequestra os dados do computador e se propaga pela rede. Todos os computadores conectados na rede terão os dados sequestrados. Ele é embaralhado digitalmente e o hacker fica com a chave utilizada para desembaralhar novamente.

Prass explica que esses ataques normalmente são feitos para obter prestígio, ao comprovar que é possível quebrar o sistema de um órgão público, e também para extorquir dinheiro. Alguns hackers pedem dinheiro em bitcoins para oferecer a chave reversa que tornaria os arquivos disponíveis, mesmo que não haja garantia de que os sistemas voltem ao normal.

Para evitar que ataques como esse ocorram, os especialistas recomendam que seja tomado cuidados extras na hora de abrir arquivos, evitando os de origem desconhecida, e que todos os sistemas de proteção dos computadores estejam atualizados.

Fonte: Porto Alegre 24 horas
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