Três Passos: Paciente relata reinfecção por Covid-19 e alerta população para manter os cuidados

Professora Carla Käfer relata ter sido infectada duas vezes pela Covid-19 e pede a máxima atenção de todos para os cuidados no enfrentamento à pandemia (Foto: Reprodução)

O relato de uma moradora de Três Passos, que tornou pública a informação de que acabou sendo infectada duas vezes pela Covid-19, chamou a atenção nas redes sociais, nos últimos dias.

A reportagem da Rádio Alto Uruguai manteve contato com a professora Carla Käfer, de 48 anos.

Ela destaca que decidiu gravar um vídeo e postar em seu perfil, no Facebook, para reforçar o cuidado que as pessoas devem manter ao longo de todo o período desta pandemia, impedindo que pessoas próximas acabem se infectando.

A primeira infecção de Carla foi em julho de 2020. Segundo ela, no período em que o vírus esteve ativo, dois dias impuseram um maior grau de sintomas, dificultando que ela se locomovesse e levantasse da cama para realizar atividades habituais do cotidiano, como tomar banho. Ela também teve febre. “Nos demais dias tive bastante cansaço e uma sensação de queimação no rosto”, destaca.

A segunda infecção aconteceu no início deste mês de junho. Os primeiros sintomas foram sentidos no dia 2, através da ocorrência de tosse, o que não lhe é habitual.

No dia seguinte, 3 de junho, aconteceria a vacinação para os profissionais de educação. Carla chegou a ir até a fila do drive-thru, no CIAC/SUS. Porém, relatou às enfermeiras que aplicavam as doses, que estava com sintomas gripais. Com isso, orientação recebida foi de que não seria o procedimento correto realizar a imunização naquele dia e com aquelas condições, pois poderia haver alguma reação adversa.

Ainda na tarde do dia 3 ela relata que começou a ter ocorrência de febre. Carla relata dias muito difíceis a parti daquela quinta-feira, com dores nos ossos e continuidade de alguns picos de febre.

O teste PCR foi coletado no dia 7 de junho e, em função de que os sintomas seguiam se manifestando, inclusive problemas respiratórios, Carla teve de fazer uma tomografia no dia 9 de junho. “Estava com muitas dores pelo corpo e com muita dificuldade de respirar e de se locomover”, afirma. A própria tomografia já constatou a infecção por Covid.

Ela conseguiu se manter todos esses dias em isolamento domiciliar, tendo apenas se deslocado até o ponto de coleta Covid, no hospital, e realizado a ida até o posto de saúde, no dia 9 de junho. “Tive dores nos ossos, um agravamento na parte gástrica, dificuldades de respiração e também muito cansaço físico”.

Carla não possui comorbidades, ou seja, algum tipo de doença pré-existente. Por isso, chama a atenção as dificuldades que ela enfrentou no período de infecção e o pedido que ela tentou deixar claro em todo o contato com a nossa reportagem: as pessoas que possuem comorbidades devem redobrar a atenção manter todos os cuidados durante a pandemia.

A preocupação da professora Carla, em tomar a decisão de tornar pública a sua condição, é no sentido de que as pessoas não podem relaxar no enfrentamento à Covid, tampouco minimizar os efeitos do vírus: “muitas pessoas tendem a se espelhar em alguns casos. A Carla teve e se recuperou, então isso é uma espécie de gripe. Não. Não é só uma gripe. Quem tem Covid sabe o quão horrível são os sintomas. Não sabemos quais sequelas vão permanecer. Essa é a preocupação que eu tenho. De as pessoas pensarem que é só uma gripe, que todo mundo vai pegar”. Para ela, as pessoas até podem ser infectadas, mas que sejam infectadas de uma maneira que possam se cuidar, receber um atendimento fundamental. “Não se pode sair por aí, espalhando o vírus, pensando que é uma coisinha de nada”.

O apelo de Carla é para que as pessoas, a partir dos mínimos sintomas compatíveis com a Covid-19, procurem se isolar, evitando a infecção de pessoas próximas. Também evitar de manter as atividades profissionais nos primeiros dias pós-sintomas, principalmente até a realização do teste no prazo correto. “Existem sintomas e sintomas. As pessoas precisam se cuidar, ficar em casa, fazer o teste”, ressalta.

“Não passem a cumprir os protocolos e os cuidados, quando a doença atingir um familiar ou pessoa próxima”, resume.

Nesta quarta-feira, 15 de junho, quando a reportagem da Rádio Alto Uruguai manteve o contato direto com Carla Käfer, através de troca de mensagens pelo WhatsApp, ela relata que os sintomas tiveram uma boa redução e ela já se considera bem melhor.

O nosso desejo é que a sua recuperação seja plena, nos próximos dias, assim como a recuperação de todas as demais pessoas que estão enfrentando a doença neste momento.

Também parabenizamos a professora Carla pelo testemunho que deixou, de forma pública, com o único sentido de alertas as demais pessoas e contribuir para que cada um possa fazer a sua parte, enquanto a pandemia ainda está ativa no país.

 

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Fonte: Rádio Alto Uruguai

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