Um mês após o feminicídio de Marinês Rodrigues de Souza, 40 anos, em Santo Ângelo, no noroeste do Estado, o suspeito do crime segue foragido. O ex-companheiro da vítima Tiago Gomes de Oliveira dos Santos, 33 anos, ainda não foi localizado pelas autoridades.
Conforme a diretora das delegacias da mulher do RS, delegada Waleska Alvarenga, Tiago é o único investigado por feminicídio que permanece foragido entre os 41 casos registrados neste ano no Estado.
As buscas pelo suspeito se estendem por diversos municípios e contam com a cooperação de diferentes órgãos policiais. Desde o crime, equipes realizam diligências, ações de inteligência, análise de informações e apuração de denúncias na tentativa de localizá-lo.
Conforme a delegada responsável pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Santo Ângelo, Elaine Maria da Silva, evidências colhidas na investigação apontam que ele esteja recebendo auxílio para permanecer escondido:
— Evidências reunidas ao longo das investigações indicam que o suspeito está recebendo auxílio para se furtar da ação policial. Estamos muito empenhados na prisão dele.
A Polícia Civil reforça que pessoas que eventualmente estejam ajudando o investigado a se esconder podem responder pelo crime de favorecimento pessoal.
O inquérito policial está na fase final e já foi instruído com provas documentais e testemunhais. O procedimento aguarda a liberação de um exame pericial para ser concluído e encaminhado ao Poder Judiciário.
A polícia pede que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito pode ser repassada aos órgãos policiais, inclusive de forma anônima.
Relembre o caso
Marinês Rodrigues de Souza foi morta a facadas na noite de 24 de maio, na residência onde vivia com o companheiro, no bairro Santa Bárbara, em Santo Ângelo.
Segundo familiares, o casal havia participado de uma festa durante a tarde e as agressões teriam começado ainda dentro do carro, no trajeto de volta para casa.
A filha do casal, de 12 anos, presenciou o início das agressões, conseguiu fugir e pedir ajuda a familiares que moram nas proximidades. Uma sobrinha da vítima, que tentou socorrê-la, também ficou ferida.
Conforme familiares, Marinês e o suspeito mantinham um relacionamento há cerca de 12 anos e já existia histórico de violência.
De acordo com o Tribunal de Justiça, Marinês chegou a ter três medidas protetivas, mas elas foram revogadas no dia 19 de maio, seis dias antes do feminicídio, após a retomada do relacionamento entre o casal.
Fonte: GZH





















